Formulação de políticas públicas: do diagnóstico ao desenho - Políticas Públicas | Tuco-Tuco
Aula de Políticas Públicas (Ciclos de políticas públicas): Formulação de políticas públicas: do diagnóstico ao desenho. Diagnóstico do problema, definição de objetivos, instrumentos de política pública e o papel da análise técnica e política. Estude gratuitamente para concursos públicos e OAB no Tuco-Tuco.
Formulação de Políticas Públicas: do Diagnóstico ao Desenho
Superada a etapa de formação da agenda, um problema público reconhecido ingressa na fase de formulação. Esta é a etapa em que as intenções difusas e as demandas sociais tomam a forma de propostas estruturadas e alternativas viáveis de intervenção estatal. A formulação é, ao mesmo tempo, um exercício de engenharia institucional e um campo de disputa política. O seu produto final é o desenho da política: um conjunto articulado de objetivos, metas, instrumentos, arranjos organizacionais e mecanismos de financiamento que, espera-se, produzirá os resultados desejados.
A atividade de formular políticas não se limita a produzir um texto legal. Ela envolve um ciclo de aprendizado e deliberação que, quando bem conduzido, reduz as chances de fracasso na implementação e aumenta a efetividade da ação governamental. No desenho tradicional do ciclo de políticas públicas (policy cycle), a formulação situa-se entre a formação da agenda e a tomada de decisão propriamente dita — havendo, inclusive, autores que tratam formulação e decisão como momentos entrelaçados de um mesmo processo, já que a escolha de uma alternativa específica ocorre, com frequência, no próprio ato de desenhá-la. Esta aula apresenta, em detalhe, os elementos e ferramentas que compõem essa etapa crucial.
O Diagnóstico do Problema: A Matéria-Prima da Política
Uma política bem-sucedida começa com um diagnóstico sólido. Diagnosticar não é apenas descrever uma situação insatisfatória, mas compreender suas causas, suas consequências, a população afetada e o contexto institucional. Um diagnóstico equivocado ou superficial leva, inevitavelmente, a soluções ineficazes ou contraproducentes.
As principais ferramentas utilizadas para estruturar o diagnóstico de um problema público são:
Árvore de Problemas: técnica de estruturação causal que consiste em representar graficamente um problema central e, abaixo dele, suas causas (raízes do problema) e, acima, seus efeitos (consequências). Essa ferramenta é um dos instrumentos centrais do método ZOPP (Zielorientierte Projektplanung, ou "Planejamento de Projetos Orientado por Objetivos"), desenvolvido pela agência alemã de cooperação técnica (GTZ, hoje GIZ) a partir da década de 1980. É importante não confundir a Árvore de Problemas com o Quadro Lógico (ou Marco Lógico, Logical Framework Approach — LFA), que é uma matriz distinta, de origem norte-americana (USAID), utilizada em etapa posterior para organizar objetivos, indicadores, meios de verificação e pressupostos do projeto. Na prática do planejamento, os dois instrumentos costumam ser usados de forma combinada: primeiro a Árvore de Problemas e a Árvore de Objetivos (sua imagem invertida), depois o Quadro Lógico.
Análise de Stakeholders (partes interessadas): mapeamento sistemático de todos os indivíduos, grupos e organizações que são afetados pela política ou que podem influenciá-la. Para cada stakeholder, analisa-se seu interesse, sua posição (favorável, contrária ou neutra) e seu poder de influência. Essa ferramenta antecipa resistências, alianças e a necessidade de negociação.
Diagnóstico Situacional (Planejamento Estratégico Situacional — PES): desenvolvido por Carlos Matus, economista chileno que dirigiu o Banco Central do Chile no governo de Salvador Allende, o PES parte da premissa de que a realidade social é complexa, conflituosa e vivida de forma distinta por cada ator envolvido — a chamada explicação situacional. Ele propõe quatro momentos (que não devem ser confundidos com etapas estanques, pois se sucedem em espiral contínua, sem início ou fim determinados):
Momento explicativo: identificação, seleção e explicação dos problemas relevantes para o ator social (o que está acontecendo e por quê);
Momento normativo: desenho do "deve ser", isto é, do plano que enfrenta os problemas selecionados (como deveria ser);
Momento estratégico: análise da viabilidade política, econômica e organizativa do plano perante os demais atores em jogo (o que pode ser feito);
Momento tático-operacional: o momento em que o cálculo precede e preside a ação concreta no presente, mediante avaliação contínua da conjuntura e decisão sobre problemas e operações (como fazer, aqui e agora).
Essa abordagem é particularmente útil para problemas de alta complexidade e conflituosidade, distinguindo-se do planejamento tradicional (normativo) por incorporar explicitamente a política e a incerteza como parte do objeto de trabalho, e não apenas como pano de fundo.
Evidências empíricas: a coleta e análise de dados quantitativos (estatísticas do IBGE, registros administrativos) e qualitativos (grupos focais, entrevistas com beneficiários) é indispensável para dimensionar o problema e evitar suposições infundadas.
Racionalidade Limitada e Incrementalismo: dois modelos de como se decide
Um debate teórico central para compreender a formulação — e frequentemente cobrado em concursos — opõe o modelo racional-compreensivo aos modelos que reconhecem os limites reais da decisão pública.
Herbert Simon, ao cunhar o conceito de racionalidade limitada (bounded rationality), demonstrou que decisores não têm acesso a informação completa, tempo ilimitado nem capacidade cognitiva para avaliar todas as alternativas possíveis e escolher a solução ótima. Por isso, tendem a buscar soluções "satisfatórias" (satisficing), e não maximizadoras.
Na mesma linha crítica ao modelo racional, Charles Lindblom, em seu artigo clássico The Science of Muddling Through (1959), argumentou que o processo real de formulação de políticas é incremental: os formuladores partem da política vigente e promovem ajustes marginais e sucessivos ("comparações limitadas sucessivas"), em vez de reconstruir a política do zero a partir de um diagnóstico completo. Lindblom contrapôs esse "método dos galhos" (branch method) ao "método das raízes" (root method) da racionalidade compreensiva, argumentando que o incrementalismo é, com frequência, mais realista e até mais prudente diante da incerteza e do conflito políticos.
Essas duas perspectivas ajudam a explicar por que o desenho de políticas raramente segue, na prática, o roteiro linear e tecnicamente "puro" apresentado nos manuais — e por que as ferramentas de diagnóstico e análise de alternativas, embora indispensáveis, operam sempre dentro de restrições cognitivas, temporais e políticas reais.
Definição de Objetivos e Metas: A Lógica SMART
Uma vez compreendido o problema, é necessário estabelecer para onde se quer ir. Os objetivos descrevem a situação futura que se deseja alcançar, enquanto as metas são a quantificação desses objetivos em um determinado prazo.
Uma boa prática internacional para a formulação de objetivos, amplamente adotada no setor público brasileiro, é o critério SMART:
Specific (Específico): o objetivo deve ser claro e delimitado, sem ambiguidades. Por exemplo, em vez de "melhorar a educação", um objetivo específico seria "aumentar a proficiência média dos alunos do 5º ano em Matemática".
Measurable (Mensurável): deve ser possível medir o seu atingimento por meio de indicadores. Para o exemplo acima, o indicador seria a nota na Prova SAEB.
Achievable (Alcançável): a meta deve ser realista, considerando os recursos financeiros, humanos e o tempo disponíveis.
Relevant (Relevante): deve contribuir diretamente para a resolução do problema público identificado no diagnóstico.
Time-bound (Temporal): deve ter um prazo claro para a sua consecução.
A hierarquização dos objetivos é outro passo fundamental. Distinguem-se o objetivo geral (a mudança que se espera na realidade, como a redução da mortalidade materna) e os objetivos específicos (os caminhos para chegar lá, como a ampliação do pré-natal, a melhoria da infraestrutura hospitalar e a capacitação de equipes).
Geração e Análise de Alternativas: Da Ideia ao Desenho
Definidos os objetivos, a etapa seguinte é mapear os possíveis caminhos para alcançá-los. A geração de alternativas é um exercício de criatividade e pesquisa, que se beneficia da diversidade de perspectivas e do estudo de experiências nacionais e internacionais (benchmarking).
Uma vez geradas, as alternativas são submetidas a uma análise criteriosa que considere várias dimensões:
Viabilidade política: a alternativa possui apoio no governo, no Parlamento e nos grupos de interesse relevantes? As resistências podem ser contornadas?
Viabilidade técnica: a alternativa é factível com os recursos tecnológicos e humanos existentes?
Viabilidade financeira e orçamentária: os custos são compatíveis com o orçamento público e há fonte de custeio definida? A indicação de fonte de custeio e a estimativa de impacto orçamentário-financeiro são requisitos legais para a criação ou o aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF — LC nº 101/2000, art. 17, §1º, c/c art. 16, inciso I) e, no caso específico de benefícios ou serviços da seguridade social, uma exigência expressa da Constituição: nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195, §5º, CF/88 — o chamado princípio da precedência da fonte de custeio).
Eficiência: qual alternativa gera o maior benefício pelo menor custo?
Eficácia: qual alternativa tem maior probabilidade de atingir os objetivos definidos?
Equidade: como os custos e benefícios da alternativa se distribuem entre os diferentes grupos sociais?
Duas ferramentas analíticas se destacam nessa etapa:
Análise de Custo-Benefício (ACB): monetiza (converte em valores monetários) todos os custos e todos os benefícios esperados de cada alternativa, permitindo compará-las diretamente e até compará-las com alternativas de naturezas distintas entre si. É a ferramenta mais robusta, mas também a mais exigente, pois nem todo benefício social (uma vida salva, um ano de vida saudável) é facilmente monetizável sem controvérsia metodológica.
Análise de Custo-Efetividade (ACE): compara o custo de cada alternativa por unidade de resultado alcançado (por exemplo, custo por vida salva, custo por aluno alfabetizado), sem exigir que o resultado seja convertido em valor monetário. É especialmente útil quando as alternativas comparadas têm o mesmo tipo de resultado, mas quando o próprio benefício é difícil ou eticamente delicado de monetizar (como na área de saúde).
A Escolha dos Instrumentos de Política Pública
Os instrumentos são as ferramentas concretas pelas quais o Estado busca alterar o comportamento dos atores sociais e econômicos para atingir os objetivos. A sua escolha não é neutra: diferentes instrumentos produzem diferentes impactos e encontram diferentes níveis de resistência.
A matriz NATO, de Christopher Hood
A matriz NATO, proposta pelo cientista político britânico Christopher Hood (obra The Tools of Government, 1983), organiza os recursos de poder do Estado em quatro categorias, que se desdobram em inúmeros instrumentos e funcionam tanto como efetores (que atuam sobre a realidade) quanto como detectores (que captam informação da realidade):
Nodality (Nodalidade ou Informação): o Estado usa da sua posição central em redes de informação para influenciar a sociedade. Inclui campanhas educativas, selos de eficiência, sistemas de alerta, transparência de dados e pesquisas. Exemplo: campanhas de vacinação, rotulagem de alimentos com informação nutricional.
Authority (Autoridade): o uso do poder legal para proibir, obrigar ou permitir condutas. É o instrumento mais tradicional e coercitivo. Inclui leis, regulamentos, licenças, códigos de trânsito e normas técnicas. Exemplo: proibição do fumo em locais fechados, obrigatoriedade do uso de cinto de segurança.
Treasure (Tesouro ou Finanças): o uso de recursos financeiros para incentivar ou desincentivar condutas. Inclui impostos, taxas, subsídios diretos, isenções/renúncias fiscais, transferências de renda e o poder de compra do Estado. Exemplo: a tributação sobre bebidas açucaradas (incentivo negativo) ou o Bolsa Família (incentivo positivo).
Organization (Organização): o uso da capacidade organizacional do Estado para prestar serviços diretamente, por meio de sua força de trabalho, de sua rede de equipamentos públicos (escolas, hospitais, postos policiais) e de sua logística. Exemplo: a prestação de serviços de saúde pelo SUS.
Lester Salamon, na obra que organizou — The Tools of Government: A Guide to the New Governance (2002) —, expandiu essa classificação de forma mais detalhada, identificando mais de vinte ferramentas de ação governamental, entre elas: regulação social e econômica, contratos, subsídios diretos (grants), vouchers, garantias de crédito, seguros, renúncias fiscais e empresas estatais. A combinação planejada de múltiplos instrumentos, formando um "mix" de políticas, costuma ser mais eficaz do que a aposta em um único tipo.
A tipologia de Theodore Lowi
Complementar à classificação de Hood e Salamon — que organiza os instrumentos disponíveis ao Estado — é a tipologia proposta pelo cientista político Theodore Lowi (1964; 1972), que classifica as políticas públicas conforme o impacto esperado sobre a sociedade e o grau de coerção envolvido. Lowi resumiu sua tese na máxima "policies determine politics" (a política pública determina o jogo político): cada tipo de política mobiliza atores, arenas e dinâmicas de apoio e resistência distintos. Lowi identificou quatro tipos:
Políticas distributivas: distribuem vantagens, recursos ou serviços a grupos específicos, com custos difusos e baixa percepção de conflito (ex.: construção de uma rodovia, abertura de um posto de saúde).
Políticas regulatórias: impõem ordens, proibições ou padrões de conduta, gerando ganhadores e perdedores mais visíveis (ex.: código de trânsito, normas de vigilância sanitária).
Políticas redistributivas: transferem recursos ou vantagens de um grupo social para outro, com maior potencial de conflito distributivo (ex.: reforma agrária, sistemas previdenciário e tributário).
Políticas constitutivas: estabelecem as "regras do jogo" — normas e procedimentos a partir dos quais as demais políticas serão formuladas e implementadas (ex.: regras de repartição de competências entre os Poderes, o sistema eleitoral, as regras de participação social).
Para a formulação, essa tipologia é útil porque antecipa o tipo de arena política e o nível de resistência que cada proposta provavelmente enfrentará, orientando a escolha de estratégias de negociação e de construção de coalizões.
O Arranjo Institucional: Quem Faz o Quê, Com Quê e Com Quem
A etapa final do desenho da política é a definição do arranjo institucional, que responde a perguntas fundamentais para a implementação:
Divisão de competências: qual órgão será responsável pela coordenação geral? Quem executará as ações? Quem fiscalizará? Em estados federativos como o Brasil, a distribuição de papéis entre União, Estados e Municípios é um ponto crítico.
Mecanismos de coordenação: como os diferentes atores e setores envolvidos se comunicarão e articularão? Câmaras interministeriais, consórcios públicos e conselhos gestores são exemplos de tais mecanismos.
Estrutura de financiamento: qual a fonte dos recursos (orçamento geral, recursos vinculados, taxas)? A transferência de recursos será automática ou via convênios? Existirão incentivos financeiros para a performance?
Sistemas de monitoramento e avaliação: como os responsáveis e a sociedade acompanharão o andamento da política? Quais indicadores serão utilizados?
A Dimensão Política da Formulação: Da Técnica à Negociação
A formulação não é uma atividade puramente técnica. Diagnosticar e desenhar são atos perpassados por valores e interesses. A definição do que é um "problema", o que constitui uma "causa" e o que é uma "alternativa viável" são decisões de natureza política. O processo brasileiro de formulação reflete essa realidade, transcorrendo em múltiplas arenas:
Arena Técnica (Ministérios e Secretarias): onde se produz o diagnóstico técnico, as simulações e as propostas iniciais. É o reino da burocracia especializada.
Arena Político-Executiva (Casa Civil): onde se faz a arbitragem entre propostas concorrentes de diferentes ministérios e se avalia a viabilidade política da agenda do Presidente.
Arena Legislativa (Congresso Nacional): onde a proposta do Executivo é modificada, emendada e, se aprovada, se transforma em lei, ganhando força vinculante.
Arena Participativa (Conselhos e Conferências): onde representantes da sociedade civil e de governos subnacionais contribuem com perspectivas e legitimam (ou contestam) o desenho da política.
A Análise de Impacto Regulatório (AIR)
A Análise de Impacto Regulatório (AIR) é uma tentativa de institucionalizar a análise de evidências na formulação, especialmente no âmbito da regulação. Sua obrigatoriedade decorre da Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019, art. 5º) e da Lei das Agências Reguladoras (Lei nº 13.848/2019, art. 6º), tendo sido regulamentada pelo Decreto nº 10.411, de 30 de junho de 2020.
O decreto estabelece que, antes de editar, alterar ou revogar atos normativos de interesse geral de agentes econômicos, consumidores ou usuários de serviços, os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional devem realizar uma AIR. O relatório de AIR deve conter, entre outros elementos:
a identificação do problema regulatório e de suas causas;
a identificação dos agentes ou grupos afetados;
a definição dos objetivos pretendidos;
a descrição das alternativas possíveis para o enfrentamento do problema — consideradas expressamente a opção de não regular (opção de não ação), soluções normativas e, sempre que possível, soluções não normativas;
a identificação e a análise dos impactos das alternativas;
as considerações recebidas em eventual processo de participação social;
a comparação das alternativas, com indicação fundamentada daquela considerada mais adequada;
a estratégia para implementação, monitoramento e avaliação da alternativa escolhida.
O próprio decreto prevê hipóteses de dispensa (por urgência ou baixo impacto, entre outras) e de não aplicabilidade da AIR (como atos que apenas consolidam normas já existentes, ou que não admitem alternativas regulatórias diferentes por decorrerem de norma hierarquicamente superior), além de excluir expressamente de seu âmbito as propostas de atos normativos que devam ser submetidas ao Congresso Nacional, como projetos de lei e medidas provisórias — hipótese para a qual já existia disciplina própria no Decreto nº 9.191/2017. A norma passou a produzir efeitos a partir de 15 de abril de 2021 para o Ministério da Economia, as agências reguladoras e o Inmetro, e a partir de 14 de outubro de 2021 para os demais órgãos e entidades da administração federal.
É importante ter em mente que o resultado de uma AIR não é, necessariamente, a edição de mais uma norma: a própria análise pode concluir que a melhor alternativa é não regular, ou que soluções não normativas (como campanhas informativas ou incentivos financeiros) são mais adequadas. A AIR busca, assim, dar mais transparência e robustez técnica ao processo decisório, combatendo o "achismo" regulatório e a proliferação de normas desnecessárias.
A formulação de políticas públicas é, assim, a arte de traduzir evidências e valores em um plano de ação que seja tecnicamente robusto, financeiramente responsável, politicamente viável e socialmente justo. Os modelos racional-compreensivo e incremental lembram que essa arte se exerce sempre sob restrições reais de tempo, informação e poder — e é exatamente por isso que ferramentas como a Árvore de Problemas, o PES, a matriz NATO, as tipologias de Lowi e Salamon e a AIR existem: para tornar o processo de formulação mais deliberado, mais transparente e menos sujeito ao acaso. O sucesso dessa etapa é o principal determinante do que ocorrerá nas fases subsequentes do ciclo de políticas públicas.
Exercícios:
Na fase de formulação de políticas públicas, um dos passos críticos é o diagnóstico do problema. Qual das seguintes ferramentas é utilizada especificamente para identificar causas raízes e efeitos de um problema central?
De acordo com a lógica SMART, os objetivos de uma política pública devem ser formulados com critérios específicos. Qual das seguintes características NÃO faz parte da definição SMART?
A escolha de instrumentos de política pública é uma tarefa que envolve aspectos técnicos e políticos. Qual das seguintes classificações de instrumentos é proposta por Christopher Hood?
Complete a frase: No critério SMART para a definição de objetivos e metas na fase de formulação, o componente _____ assegura que cada meta possua um prazo final estabelecido para sua conclusão.
Complete a frase: Ao utilizar a ferramenta da Árvore de Problemas para realizar o diagnóstico, as raízes do esquema gráfico devem representar as _____ que sustentam o problema central identificado.
Complete a frase: De acordo com a matriz NATO proposta por Christopher Hood, o uso de leis e regulamentos para proibir ou permitir determinadas condutas é enquadrado no recurso de _____.
Complete a frase: Conforme o Artigo 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal ($LC$ nº 101/2000), a criação de despesa obrigatória de caráter continuado exige a demonstração da _____ para assegurar a sustentabilidade financeira.
Complete a frase: No Planejamento Estratégico Situacional (PES), desenvolvido por Carlos Matus, o _____ foca na análise da viabilidade da política, considerando a correlação de forças entre os atores sociais.
Complete a frase: Segundo o Decreto nº 10.411/2020, os órgãos federais devem realizar a _____ antes da edição de atos normativos para identificar o problema e analisar os impactos das alternativas propostas.
Complete a frase: Na classificação de instrumentos de política pública, o uso de incentivos financeiros, como isenções fiscais ou transferências de renda, é denominado recurso de _____.
Complete a frase: A ferramenta de _____ é utilizada na fase de formulação para identificar todos os atores que possuem interesses no problema e avaliar seu grau de influência sobre o desenho da política.
Complete a frase: O _____ descreve a transformação social abrangente que a política pretende gerar no longo prazo, devendo ser desdobrado em objetivos menores e operacionais para viabilizar a execução.
Complete a frase: Ao comparar alternativas de desenho de política, a análise de _____ foca na escolha da opção que alcança os objetivos definidos com o menor consumo possível de recursos públicos.