EaD e Tecnologias Educacionais — Decreto 12.456/2025 e Modalidades - Cultura e Educação | Tuco-Tuco
Aula de Cultura e Educação (Políticas Públicas de Educação): EaD e Tecnologias Educacionais — Decreto 12.456/2025 e Modalidades. Educação a distância, modalidades (síncrona, assíncrona, híbrida), modelos e o novo Decreto 12.456/2025. Estude gratuitamente para concursos públicos e OAB no Tuco-Tuco.
EaD e Tecnologias Educacionais — Decreto nº 12.456/2025 e Modalidades
Fundamento Legal da Educação a Distância
A educação a distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica ocorre com a utilização de tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos distintos. O art. 80 da Lei nº 9.394/1996 (LDB) estabelece que o Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância em todos os níveis e modalidades de ensino, e autoriza o Poder Público a credenciar instituições para essa oferta.
O art. 80 da LDB apresenta a seguinte estrutura:
Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.
§ 1º. A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.
§ 2º. A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância.
§ 3º. As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.
§ 4º. A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá: custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação explorados mediante autorização, concessão ou permissão do poder público; concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; e reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais.
Atenção para a prova: o § 1º trata do credenciamento pela União — ponto cobrado com frequência, inclusive em jurisprudência do STJ, que reafirma ser exclusiva da União a competência para credenciar instituições de ensino superior que ofertam EaD (art. 80, § 1º, da LDB), não podendo os Estados fazê-lo.
Evolução do Marco Regulatório da EaD no Brasil
A regulamentação da EaD no Brasil passou pelos seguintes marcos principais:
Decreto nº 2.494/1998: primeiro decreto a regulamentar o art. 80 da LDB, definindo a EaD como forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com mediação de recursos didáticos organizados e veiculados por diferentes meios de comunicação.
Decreto nº 5.622/2005: substituiu o decreto anterior e consolidou o conceito de EaD então vigente — modalidade educacional que busca superar limitações de espaço e tempo mediante aplicação pedagógica de meios e tecnologias de informação e comunicação.
Decreto nº 9.057/2017: substituiu o Decreto nº 5.622/2005, permitindo que instituições de ensino superior se credenciassem exclusivamente para oferta de EaD, sem obrigação de oferecer também cursos presenciais.
Decreto nº 12.456/2025: revogou o Decreto nº 9.057/2017 e promoveu a atualização mais profunda do marco regulatório da EaD, criando oficialmente a modalidade semipresencial, estabelecendo novos parâmetros de qualidade, exigências de infraestrutura e regras específicas para a oferta de cursos a distância no ensino superior.
Decreto nº 12.456/2025 — Nova Política Nacional de EaD
O Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025, dispõe sobre a oferta de educação a distância por instituições de educação superior em cursos de graduação e altera o Decreto nº 9.235/2017, que trata das funções de regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior no sistema federal de ensino. O decreto foi complementado por três normas do MEC publicadas na mesma semana:
Portaria MEC nº 378/2025 (19 de maio de 2025): dispõe especificamente sobre os formatos de oferta dos cursos superiores de graduação, detalhando, por área do conhecimento (conforme a Classificação Internacional Normalizada da Educação — Cine Brasil), os percentuais mínimos de carga horária presencial ou síncrona mediada e as vedações de oferta em determinados formatos.
Portaria MEC nº 506/2025 (10 de julho de 2025): regulamenta o decreto no que se refere à formação acadêmica e às atribuições do corpo docente, dos mediadores pedagógicos, dos tutores e dos responsáveis pelos Polos EaD, às atividades presenciais e avaliações de aprendizagem, aos materiais didáticos e plataformas digitais, e à criação, funcionamento, alteração de endereço e extinção dos Polos EaD.
Portaria MEC nº 381/2025 (20 de maio de 2025): dispõe sobre as regras de transição para a aplicação do Decreto nº 12.456/2025 e estabelece o calendário de processos regulatórios no Sistema e-MEC.
Os três formatos de oferta (art. 4º do Decreto)
O Decreto 12.456/2025 estabelece que os cursos de graduação são organizados em três formatos: presencial, semipresencial e a distância. A distinção entre eles decorre do percentual mínimo de carga horária cumprida por meio de atividades presenciais ou síncronas mediadas:
Curso presencial: no mínimo 70% da carga horária total deve ser cumprida por meio de atividades presenciais (art. 10). Os demais até 30% podem ser cumpridos por atividades síncronas e assíncronas a distância, desde que previstos no Projeto Pedagógico do Curso, em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais e comunicados explicitamente aos estudantes. Esta modalidade não exige credenciamento específico para EaD.
Curso semipresencial: exige no mínimo 30% da carga horária em atividades presenciais mais pelo menos 20% adicionais em atividades presenciais ou síncronas mediadas por tecnologia — modalidade criada por este decreto, inexistente na regulamentação anterior.
Curso a distância: caracterizado pela oferta preponderante de carga horária a distância, exigindo um mínimo de 20% de atividades presenciais e/ou síncronas mediadas, com a obrigatoriedade de aplicação de provas presenciais. Somente pode ser ofertado por instituições especificamente credenciadas para EaD, com polo de apoio presencial em funcionamento.
Cursos com restrição ou vedação de oferta a distância
O decreto e a Portaria MEC nº 378/2025 (arts. 5º a 8º) estabeleceram um regime escalonado de restrições:
Direito, Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia (art. 8º do Decreto c/c art. 5º da Portaria nº 378/2025): devem ser ofertados exclusivamente no formato presencial, vedadas as modalidades semipresencial e a distância.
Dentro desse grupo, o curso de Medicina recebe tratamento ainda mais rígido: deve ser ofertado integralmente (100%) por meio de atividades presenciais, sendo vedada qualquer inclusão de carga horária a distância.
Já Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia, embora também restritos ao formato presencial, podem valer-se da margem geral de até 30% de atividades a distância dentro desse formato, nos termos do art. 10 do Decreto.
Demais cursos da área da Saúde (exceto os já citados), licenciaturas, e cursos das áreas de Ciências Naturais, Engenharias e Ciências Agrárias (art. 9º do Decreto c/c arts. 7º e 8º da Portaria nº 378/2025): é vedada a oferta exclusivamente a distância. Esses cursos só podem ser oferecidos nos formatos presencial ou semipresencial.
Demais cursos não mencionados nessas normas podem ser ofertados nos três formatos, observados os percentuais mínimos e máximos do Decreto.
Prazo de Adaptação
As instituições de ensino superior têm prazo de dois anos, contados da publicação do decreto (maio de 2025, com termo final em maio de 2027), para se adaptarem às novas regras, conforme cronograma detalhado na Portaria MEC nº 381/2025. Estudantes já matriculados em cursos que passam a ter oferta vedada têm direito a concluir a formação no formato em que ingressaram, ou em formato semipresencial, quando a instituição tiver autorização para tanto.
Modalidades de Entrega da EaD
A educação a distância pode ser organizada em diferentes modalidades, dependendo do tempo e da interação entre professores e estudantes. É importante não confundir essa classificação didático-pedagógica (síncrona/assíncrona/híbrida) com os formatos de oferta regulatórios (presencial/semipresencial/a distância) tratados no Decreto 12.456/2025 — são categorias que respondem a perguntas diferentes.
Modalidade Assíncrona
Na modalidade assíncrona, o conteúdo é disponibilizado sem necessidade de presença simultânea de professores e alunos. O estudante acessa o material no seu próprio ritmo e horário, permitindo flexibilidade de estudo. Exemplos de recursos utilizados incluem videoaulas gravadas, materiais em formato PDF, fóruns de discussão assíncronos, podcasts educacionais, quizzes automatizados e atividades com correção imediata. Esta modalidade é predominante nos cursos autoinstrucionais e na primeira geração da EaD.
Modalidade Síncrona
Na modalidade síncrona, ocorre interação em tempo real entre professor e alunos por meio de plataformas de videoconferência, como Zoom, Microsoft Teams, Google Meet e ferramentas equivalentes. Há horário definido para os encontros, e os participantes podem interagir em tempo real, fazer perguntas e participar de debates. Esta modalidade permite maior interação social e feedback imediato, assemelhando-se mais à dinâmica da sala de aula presencial.
Modalidade Híbrida
A modalidade híbrida combina momentos presenciais com momentos a distância. Também é chamada de blended learning (aprendizagem mesclada). A proporção entre presencial e a distância varia conforme o desenho do curso, podendo incluir aulas presenciais semanais combinadas com atividades on-line, encontros presenciais para avaliações e atividades práticas, e utilização de ambiente virtual para discussões e estudos individuais.
Modelos e Teorias Pedagógicas da EaD
A educação a distância desenvolveu diferentes modelos e teorias ao longo de sua história, refletindo diferentes concepções de ensino e aprendizagem. Esse é um dos pontos mais recorrentes em provas de concurso sobre o tema.
Modelo Industrializado (Otto Peters)
Otto Peters, estudioso alemão considerado o pai da pesquisa em EaD, desenvolveu em sua tese de doutorado (1973) a teoria da industrialização do ensino a distância, comparando a produção de materiais didáticos à produção industrial em massa, fundamentada nos modelos fordistas de produção. Este modelo caracteriza-se pela produção padronizada de materiais didáticos, pela divisão do trabalho entre especialistas (autores, revisores, diagramadores), pela reprodução em escala de conteúdos, pela separação geográfica entre emissores e receptores do conhecimento, e pela racionalização do processo de ensino-aprendizagem.
Teoria da Distância Transacional (Michael Moore)
Michael Moore, em meados da década de 1970, desenvolveu a teoria da distância transacional, segundo a qual a distância na EaD não é meramente geográfica, mas pedagógica e psicológica, resultante da separação física entre professor e aluno. Moore identifica três variáveis que determinam a intensidade dessa distância: o diálogo (grau de interação entre professor e estudante), a estrutura do curso (rigidez ou flexibilidade do desenho pedagógico) e a autonomia do aluno (capacidade de o estudante conduzir seu próprio processo de aprendizagem). Quanto maior o diálogo e menor a estrutura, menor a distância transacional — e vice-versa.
Teoria da Conversação Didática Guiada (Börje Holmberg)
Börje Holmberg propôs que a EaD deveria simular, por meio dos materiais didáticos e da comunicação escrita, uma conversação amistosa e didaticamente guiada entre instituição e estudante, favorecendo a motivação e o vínculo pedagógico mesmo na ausência de contato presencial.
Autonomia e Independência (Charles Wedemeyer)
Charles Wedemeyer, um dos precursores da EaD independente, defendia a existência de múltiplas alternativas de aprendizagem e a centralidade da autonomia do estudante, servindo de base para desenvolvimentos posteriores, inclusive para a teoria de Moore.
Modelo Interativo
O modelo interativo surge como evolução do modelo industrial, colocando o foco na interação entre aluno e conteúdo, e entre aluno e professor ou tutor. Este modelo introduziu a figura do tutor como mediador pedagógico, enfatizou o retorno (feedback) aos estudantes, utilizou recursos de comunicação bidirecional e reconheceu a importância da motivação e do acompanhamento do aluno ao longo do processo.
Modelo Colaborativo
O modelo colaborativo valoriza a aprendizagem em comunidade e a construção coletiva do conhecimento. Utiliza fóruns de discussão, wikis colaborativas, projetos em grupo e outras ferramentas que permitem a interação entre estudantes. Este modelo está alinhado com as teorias de aprendizagem social e construtivista, e é facilitado pelas tecnologias de comunicação disponíveis na internet.
Modelo de Aprendizagem Mesclada (Blended Learning)
O modelo de aprendizagem mesclada integra momentos presenciais e on-line, colocando o estudante no centro do processo de aprendizagem. Permite que cada estudante tenha uma trajetória personalizada, combinando diferentes modalidades e recursos pedagógicos conforme suas necessidades.
Ambientes Virtuais de Aprendizagem e Plataformas Digitais
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA)
Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem são plataformas tecnológicas que organizam e distribuem conteúdos educacionais, permitem a comunicação entre participantes e possibilitam o acompanhamento do desempenho dos estudantes. Os principais AVAs utilizados no Brasil e no mundo incluem:
Moodle: plataforma de código aberto (open source) mais utilizada no mundo, com grande comunidade de desenvolvedores e vasta biblioteca de plugins. Permite personalização completa e é amplamente utilizada por universidades públicas brasileiras.
Blackboard: plataforma comercial amplamente utilizada em universidades norte-americanas e europeias, com recursos avançados de análise de dados educacionais.
Canvas (Instructure): plataforma moderna com interface intuitiva, crescente adoção no mercado educacional brasileiro.
Google Classroom: integração com o ecossistema Google, amplamente utilizado em instituições que já utilizam Gmail e Google Meet.
Microsoft Teams Education: integração com ferramentas Microsoft, utilizada em instituições que adotam o pacote Office 365.
MOOCs — Cursos Online Abertos e em Massa
Os MOOCs (Massive Open Online Courses) são cursos on-line projetados para participação simultânea de grande número de participantes, com acesso aberto e frequentemente gratuitos. As principais plataformas internacionais incluem Coursera, edX, Udacity e FutureLearn. No Brasil, destaca-se a Veduca, além de parcerias universitárias com plataformas internacionais.
Os MOOCs democratizaram o acesso ao conhecimento de qualidade, permitindo que qualquer pessoa com conexão à internet possa assistir a aulas de instituições de renome internacional. No entanto, apresentam desafios como altas taxas de evasão e limitações na certificação profissional formal.
Recursos Interativos e Tecnologias Educacionais
Gamificação
A gamificação é a aplicação de elementos e dinâmicas típicos dos jogos em contextos educacionais para engajar os alunos, motivá-los e melhorar o processo de aprendizagem. Os principais elementos de gamificação incluem:
Pontos: sistema de recompensa por atividades realizadas, incentivando a participação e o progresso dos estudantes.
Medalhas (badges): representações visuais de conquistas ou competências desenvolvidas, funcionando como certificação de habilidades específicas.
Rankings: classificações que promovem competição saudável e motivam os estudantes a melhorarem seu desempenho.
Desafios e fases: estruturação do conteúdo em etapas progressivas, com níveis de dificuldade crescentes.
Recompensas virtuais: elementos que celebram conquistas e mantêm o engajamento ao longo do curso.
A gamificação não se limita a conceder pontos e medalhas; envolve a criação de dinâmicas que tornem a aprendizagem mais envolvente e significativa para os estudantes.
Microlearning
O microlearning (microaprendizado) é uma abordagem educacional que entrega conteúdo em pequenos módulos focados, geralmente com duração de 3 a 10 minutos. Esta metodologia baseia-se em pesquisas que demonstram maior retenção de conhecimento quando o conteúdo é apresentado em doses menores e mais frequentes.
Vantagens do microlearning incluem maior engajamento por meio de sessões curtas, flexibilidade para aprendizado em dispositivos móveis, aplicação prática imediata do conhecimento adquirido, possibilidade de personalização dos percursos de aprendizagem, e adequação ao contexto corporativo para treinamento rápido.
Tecnologias Assistivas
As tecnologias assistivas garantem acessibilidade a pessoas com deficiência (PcD) na educação a distância, permitindo a inclusão educacional. Os principais recursos incluem:
Leitores de tela: softwares que convertem texto em áudio para pessoas com deficiência visual.
Legendas automáticas e legendagem: recurso essencial para pessoas com deficiência auditiva e para aprimoramento da compreensão em geral.
Audiodescrição: descrição em áudio de elementos visuais para pessoas com deficiência visual.
Navegação por teclado: possibilidade de utilizar o computador sem mouse, acessível a pessoas com restrições motoras.
Alto contraste e ajuste de fontes: recursos que facilitam a leitura para pessoas com baixa visão.
Tradutores de Libras: ferramentas que traduzem conteúdos para a Língua Brasileira de Sinais.
A acessibilidade digital é exigida pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e deve ser considerada desde o design dos cursos de EaD.
Avaliação da Qualidade na EaD
SINAES e EaD
O SINAES — Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Lei nº 10.861/2004) aplica-se também aos cursos de EaD, incluindo três componentes principais:
Avaliação Institucional: exame das condições de ensino, pesquisa e extensão da instituição como um todo.
Avaliação dos Cursos de Graduação: análise do projeto pedagógico, infraestrutura, corpo docente e resultados alcançados.
Enade — Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes: avaliação do desempenho dos estudantes de graduação, com função classificatória e informadora sobre a qualidade dos cursos.
Indicadores Específicos para EaD
Para a EaD, os instrumentos de avaliação consideram aspectos específicos:
Qualidade do material didático: adequação dos recursos pedagógicos ao formato a distância.
Formação do corpo docente para EaD: capacitação em metodologias de ensino a distância.
Infraestrutura dos polos: condições de acesso, tecnologia disponível e apoio aos estudantes.
Interação e mediação pedagógica: efetividade da comunicação entre professores, tutores e estudantes.
Taxa de conclusão e evasão: indicadores de sucesso e permanência dos estudantes.
Resumo para Provas
EaD na LDB: art. 80 (Lei nº 9.394/1996) — credenciamento pela União é competência exclusiva (§ 1º).
Marco regulatório atual: Decreto nº 12.456/2025, complementado pelas Portarias MEC nº 378/2025 (formatos de oferta), nº 506/2025 (corpo docente, tutores, Polos EaD) e nº 381/2025 (transição).
Três formatos de oferta: presencial (mín. 70% presencial), semipresencial (mín. 30% presencial + 20% presencial/síncrono adicional) e a distância (mín. 20% presencial/síncrono + provas presenciais).
Cursos exclusivamente presenciais: Direito, Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia (art. 8º do Decreto); Medicina é o único 100% presencial, sem qualquer margem de EaD.
Cursos vedados apenas no formato exclusivamente a distância (podem ser presenciais ou semipresenciais): demais cursos da área da Saúde, licenciaturas, Ciências Naturais, Engenharias e Ciências Agrárias (art. 9º do Decreto).
Prazo de adaptação: 2 anos a partir de maio de 2025 (até maio de 2027).
Otto Peters (1973): teoria da industrialização do ensino a distância.
Michael Moore: teoria da distância transacional (diálogo, estrutura e autonomia).
Portaria MEC nº 2.117/2019: previa relação de até 40% de EaD em cursos presenciais — parâmetro superado pela nova relação 70/30 do Decreto nº 12.456/2025.
Plataformas: Moodle (open source), Blackboard, Canvas.
Gamificação: pontos, medalhas, rankings.
Microlearning: módulos de 3 a 10 minutos para alta retenção.
Acessibilidade: exigida pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
Exercícios:
Qual artigo da LDB (Lei 9.394/1996) prevê a modalidade de educação a distância (EaD)?
Segundo o Decreto 12.456/2025, qual é uma das exigências para a oferta de cursos EaD no ensino superior?
Qual é a principal característica da modalidade semipresencial, conforme regulamentação brasileira?
Qual modelo de EaD, descrito por Peters em 1973, é comparado à produção industrial em massa de materiais didáticos padronizados?
Qual recurso é mais comumente utilizado para engajar alunos na EaD por meio de elementos de jogos?
Qual das seguintes tecnologias é considerada assistiva e garante acessibilidade a pessoas com deficiência na EaD?
Complete a frase: Para ser considerado um curso presencial sob as novas regras do Decreto nº 12.456/2025, no mínimo _____ da carga horária total deve ser cumprida por meio de atividades presenciais.
A educação a distância, nos termos do artigo 80, parágrafo primeiro, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, deve ser oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União, sendo assente na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que essa competência regulatória e de credenciamento possui natureza exclusiva do ente federal, vedada a atuação dos Estados-membros na organização desse credenciamento para instituições de ensino superior.
Complete a frase: O formato de curso semipresencial exige o cumprimento de no mínimo 30% da carga horária em atividades presenciais somados a pelo menos 20% adicionais em atividades presenciais ou _____
De acordo com as disposições estruturais do Decreto nº 12.456/2025 e da Portaria MEC nº 378/2025, o curso de graduação em Medicina enquadra-se no rol de ofertas exclusivamente presenciais, sendo-lhe franqueada, contudo, a utilização da margem geral de até 30% da carga horária total para a realização de atividades síncronas e assíncronas a distância, desde que previstas no Projeto Pedagógico do Curso.
O formato de oferta semipresencial, instituído no ordenamento pelo Decreto nº 12.456/2025, inova em relação ao marco regulatório anterior ao exigir um patamar mínimo rígido e cumulativo de presencialidade, fixado em pelo menos 30% da carga horária total em atividades estritamente presenciais, adicionado de no mínimo 20% em atividades que podem ser presenciais ou síncronas mediadas por tecnologia.
Na teoria da distância transacional desenvolvida por Michael Moore, a distância na educação a distância é concebida como uma variável pedagógica e psicológica e não meramente geográfica, cuja magnitude é inversamente proporcional ao nível de diálogo estabelecido entre professor e estudante e diretamente proporcional à rigidez da estrutura do desenho curricular do curso.
Com a edição do Decreto nº 12.456/2025, os cursos presidenais passaram a admitir que até 30% de sua carga horária total seja cumprida na modalidade a distância, ampliando a margem anteriormente fixada pela Portaria MEC nº 2.117/2019, que limitava a inserção de disciplinas na modalidade EaD a um teto máximo de 20% para a generalidade dos cursos superiores reconhecidos.
O modelo de industrialização da educação a distância, formulado originariamente por Otto Peters na década de 1970, fundamenta-se nos princípios da produção fordista em massa, aplicando ao processo educacional a divisão estrita do trabalho entre especialistas, a padronização e racionalização dos materiais didáticos e a reprodução em larga escala dos conteúdos para superar as limitações geográficas de espaço e tempo.
Conforme o ordenamento regulatório inaugurado pelo Decreto nº 12.456/2025 e detalhado pela Portaria MEC nº 378/2025, os cursos de licenciatura, engenharias e ciências agrárias receberam vedação integral de oferta nas modalidades semipresencial e a distância, ficando restritos ao formato estritamente presencial devido à necessidade de desenvolvimento de competências práticas e de laboratório.
Caracterizado pela oferta preponderante da carga horária a distância, o formato de curso a distância regulamentado pelo Decreto nº 12.456/2025 exige a flexibilização integral dos mecanismos de avaliação, permitindo que todas as provas e exames regulamentares sejam aplicados de forma inteiramente síncrona ou assíncrona por meio do ambiente virtual de aprendizagem, dispensando a necessidade de atividades avaliativas presenciais.
O microlearning constitui uma abordagem pedagógica focada na fragmentação de conteúdos complexos em pequenas unidades ou módulos de aprendizagem compactos, idealmente situados entre 3 e 10 minutos de duração, cuja finalidade técnico-cognitiva assenta-se na otimização dos índices de retenção mnemônica e no engajamento por meio de interações rápidas e focadas.
O Decreto nº 9.057/2017, mantido em pleno vigor pelo Decreto nº 12.456/2025 para regular o credenciamento institucional, representou um marco histórico ao possibilitar que as instituições de ensino superior se credenciassem de forma exclusiva para a oferta de educação a distância, eliminando a exigência de manutenção concomitante de cursos presenciais.
Complete a frase: De acordo com a jurisprudência do STJ e o disposto no art. 80 da LDB, o credenciamento de instituições de ensino superior para a oferta de educação a distância é de competência exclusiva da _____
Complete a frase: O marco regulatório que atualizou profundamente a EaD no Brasil e criou oficialmente a modalidade semipresencial foi o _____
Complete a frase: O curso de graduação em _____ recebeu o tratamento mais rígido pelo novo marco regulatório, devendo ser ofertado integralmente (100%) por meio de atividades presenciais, sendo vedada qualquer inclusão de carga horária a distância.
Complete a frase: Nos termos do art. 9º do Decreto nº 12.456/2025, é expressamente vedada a oferta no formato exclusivamente a distância para os cursos de _____
Complete a frase: Otto Peters, ao analisar as bases da educação a distância, formulou uma famosa teoria estrutural baseada no conceito de _____
Complete a frase: Na teoria da distância transacional desenvolvida por Michael Moore, as três variáveis fundamentais que determinam a intensidade dessa distância pedagógica são o diálogo, a estrutura e a _____
Complete a frase: O microlearning é uma abordagem educacional focada na retenção de conhecimento que se caracteriza por entregar conteúdos em pequenos módulos com duração habitual de _____
Complete a frase: A obrigatoriedade de garantir recursos de acessibilidade digital e tecnologias assistivas no design de cursos de EaD é expressamente fundamentada pela _____