Despesa com Pessoal: Conceito, Limites e Vedações - Ciências Contábeis Aplicadas ao Setor Público | Tuco-Tuco
Aula de Ciências Contábeis Aplicadas ao Setor Público (Legislação: Lei 4.320/1964 e Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000)): Despesa com Pessoal: Conceito, Limites e Vedações. Aula de Ciências Contábeis para estudantes que se preparam para concursos públicos. Estude gratuitamente para concursos públicos e OAB no Tuco-Tuco.
Despesa com Pessoal: Conceito, Limites e Vedações
Por que a despesa com pessoal merece atenção especial
A despesa com pessoal é, historicamente, a maior rigidez do orçamento público brasileiro. Ao contrário das despesas de custeio (que podem ser cortadas pelo contingenciamento — Aula 12.1) ou dos investimentos (os primeiros a serem sacrificados em ajustes fiscais), a despesa com pessoal é obrigatória de caráter continuado — salários, vencimentos e encargos patronais não podem simplesmente ser reduzidos ou suspensos sem violar a Constituição (que protege o vínculo funcional) ou contratos de trabalho.
Por isso, a LRF estabelece limites máximos à despesa com pessoal e vedações preventivas antes de atingir o teto — criando o sistema de dois degraus que esta aula explora em detalhe.
Conceito de despesa com pessoal (art. 18)
Art. 18: "Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência."
2.1. O universo pessoal coberto
A definição é ampla:
Ativos: servidores em atividade, empregados públicos, comissionados, contratados temporários com vínculo;
Inativos: aposentados e reformados que recebem proventos pagos pelo ente;
Pensionistas: dependentes de servidores falecidos que recebem pensão paga pelo ente;
Mandatos eletivos: vereadores, deputados, senadores, Presidente, governadores, prefeitos — incluídos;
Militares: ativos e inativos das forças militares;
Membros de Poder: ministros, secretários, magistrados, membros do MP.
2.2. As espécies remuneratórias incluídas
A lei usa a locução "quaisquer espécies remuneratórias, tais como" — o "tais como" indica que a lista é exemplificativa, não taxativa. Inclui:
| Espécie | Exemplos |
|---|---|
| Vencimentos e vantagens fixas | Salário base, gratificação por nível, adicional de titulação |
| Vantagens variáveis | Horas extras, adicional noturno, plantões |
| Subsídios | Remuneração de membros de Poder, agentes políticos |
| Proventos, reformas, pensões | Aposentados, reformados, pensionistas |
| Encargos sociais | INSS patronal (para estatutários e celetistas onde aplicável) |
| Contribuições previdenciárias do ente | Repasses ao RPPS, cotas patronais |
⚠️ Pegadinha de cobertura: "Despesa com pessoal inclui apenas os servidores ativos." — Errado. O art. 18 inclui ativos, inativos e pensionistas — o que é determinante porque muitos entes têm folha de inativos maior que a de ativos (o passivo previdenciário materializado mensalmente).
2.3. O §1º do art. 18: terceirização como "pessoal" disfarçado
"Os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados como 'Outras Despesas de Pessoal'."
A finalidade é clara: evitar que o ente terceirize atividades que deveriam ser realizadas por servidores — e assim "fugir" do cômputo da despesa com pessoal. Contratos de terceirização que substituam servidores entram no cômputo; os que representam serviços técnicos especializados genuinamente externos (limpeza, vigilância, TI específica), em regra, ficam em "outras despesas correntes" — mas a linha é tênue e o controle interno/externo monitora.
Exclusões do cômputo (art. 19, §1º)
A LRF não é intransigente — ela admite que certas despesas com pessoal não sejam computadas no limite, porque representam situações específicas que o ente não controla diretamente:
São excluídas:
| Exclusão | Fundamento |
|---|---|
| Indenizações por demissão de servidores ou empregados (rescisões) | Gastos transitórios — não são manutenção da folha |
| Incentivos à demissão voluntária (PDV — Programa de Demissão Voluntária) | Medida de redução da folha — seria paradoxal computar no limite o que foi pago para reduzir a folha |
| Convocação extraordinária do Congresso Nacional (art. 57, §7º, CF) | Gastos extraordinários politicamente determinados, fora do controle do Executivo |
| Despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração | Despesas incontroláveis — passivos herdados, condenações judiciais |
| Gastos com inativos custeados com recursos vinculados (RPPS com receita própria) | Se o RPPS é superavitário e se autofinancia, o benefício não pesa no orçamento fiscal |
⚠️ A exclusão de PDV: o candidato precisa saber que o PDV em si é excluído (o custo da demissão voluntária), mas as economias futuras de folha geradas pelo PDV reduzem a despesa com pessoal dos exercícios seguintes. Questões tentam confundir excluir o PDV do cômputo com "o PDV não tem efeito sobre os limites" — o que é errado.
Os limites globais por esfera (art. 19)
Art. 19: "Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:
I — União: 50%;
II — Estados: 60%;
III — Municípios: 60%."
Dois pontos de atenção:
Período de apuração: os últimos doze meses (o mesmo período deslizante da RCL — Aula 10.2); o limite é verificado mensalmente, mas a consequência formal é apurada no RGF quadrimestral;
Base de cálculo: Receita Corrente Líquida — não a receita bruta, não a receita de capital, não o total de receitas orçamentárias. Errar a base de cálculo invalida qualquer análise.
A subdivisão entre Poderes e órgãos (art. 20)
O limite global de cada esfera é repartido entre os Poderes e órgãos autônomos — porque cada um tem orçamento e despesa de pessoal próprios:
5.1. União (total: 50% da RCL)
| Poder/Órgão | Percentual |
|---|---|
| Executivo Federal | 40,9% |
| Legislativo Federal (incluindo TCU) | 2,5% |
| Judiciário Federal | 6,0% |
| Ministério Público da União | 0,6% |
5.2. Estados (total: 60% da RCL)
| Poder/Órgão | Percentual |
|---|---|
| Executivo Estadual | 49,0% |
| Legislativo Estadual (incluindo TCE) | 3,0% |
| Judiciário Estadual | 6,0% |
| Ministério Público Estadual | 2,0% |
5.3. Municípios (total: 60% da RCL)
| Poder/Órgão | Percentual |
|---|---|
| Executivo Municipal | 54,0% |
| Legislativo Municipal (Câmara) | 6,0% |
💡 Nos Municípios não há Judiciário nem MP autônomos — todo o limite vai para Executivo e Câmara. E a Câmara tem o limite mais restrito de todos: apenas 6% da RCL do Município — o que explica os escândalos históricos de câmaras que ultrapassam esse limite.
⚠️ Tribunais de Contas integram o Legislativo: o TCE e o TCM são computados junto com o Legislativo estadual/municipal — não formam subcategoria própria.
O sistema de dois degraus: limite prudencial e limite legal
A grande sofisticação da LRF no tema pessoal é criar um sistema de aviso antecipado — antes de atingir o limite, o ente já sofre restrições preventivas.
6.1. O limite prudencial (art. 22): 95% do limite legal
Art. 22: "A verificação do cumprimento dos limites estabelecidos nos arts. 19 e 20 será realizada ao final de cada quadrimestre."
"Se a despesa total com pessoal exceder a noventa e cinco por cento do limite, são vedadas ao Poder ou órgão que houver incorrido no excesso:"
| Vedação preventiva no limite prudencial | Fundamento |
|---|---|
| Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração | Vedação de aumento da folha |
| Criação de cargo, emprego ou função | Vedação de ampliação do quadro |
| Alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa | Vedação de reestruturações que encareçam a folha |
| Provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título | Vedação de novas entradas |
| Contratação de hora extra, salvo situações específicas | Vedação de variáveis que elevem o gasto |
Exceções às vedações: reajuste decorrente de decisão judicial ou de determinação legal ou contratual, e contratações para combater calamidades ou risco à segurança nacional.
6.2. O limite legal excedido (art. 23): ação corretiva obrigatória
Art. 23: "Se a despesa total com pessoal, do Poder ou órgão, ultrapassar os limites definidos no mesmo diploma, sem prejuízo das medidas previstas no art. 22, o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro, adotadas as providências previstas nos §§ 3º e 4º do art. 169 da Constituição."
A Constituição, art. 169, §3º e §4º, prescreve a sequência obrigatória de medidas para eliminar o excedente:
Redução de pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança (primeiro passo);
Exoneração de servidores não estáveis (segundo passo, se o primeiro não bastou);
Exoneração de servidores estáveis (terceiro passo, apenas se os anteriores foram insuficientes) — com indenização de um mês por ano de serviço.
⚠️ A sequência é obrigatória — o ente não pode pular diretamente para a exoneração de estáveis sem antes reduzir comissões e exonerar não estáveis. E a exoneração de estável por excesso de despesa com pessoal não é demissão por justa causa — tem indenização específica. Questões que tratam como equivalentes violam os arts. 169 e 41 da CF.
6.3. As sanções pelo não cumprimento (art. 23, §3º)
Se o ente não eliminar o excedente nos dois quadrimestres:
Vedação de receber transferências voluntárias (exceto para saúde, educação e assistência social);
Vedação de obter garantias da União ou de outro ente;
Vedação de contratar operações de crédito (exceto refinanciamento da dívida mobiliária).
A despesa obrigatória de caráter continuado e o art. 17
Este dispositivo, já mencionado na Aula 9.7, é fundamental para o controle prospectivo da despesa com pessoal:
Art. 17: "Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios."
Para criar ou ampliar despesa obrigatória de caráter continuado (como um plano de carreira que aumenta a folha), o ente deve:
Estimar o impacto orçamentário-financeiro nos três exercícios seguintes;
Comprovar que o aumento é compatível com o PPA, a LDO e a LOA;
Adotar medidas de compensação — pelo aumento de receita (elevação de alíquotas, criação de tributo) ou pela redução de outra despesa de igual valor.
⚠️ Distinção art. 17 × art. 14 (revisão da Aula 10.5): o art. 14 (renúncia de receita) admite compensação apenas por receita; o art. 17 (despesa continuada) admite compensação por receita OU por despesa. Essa assimetria é testada sistematicamente.
Exemplos de cálculo do limite de pessoal
Município com RCL dos últimos 12 meses = R$ 100.000.000.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Limite legal do Município (60%) | R$ 60.000.000 |
| Sublimite do Executivo (54%) | R$ 54.000.000 |
| Sublimite da Câmara (6%) | R$ 6.000.000 |
| Limite prudencial Executivo (95% × 54%) | R$ 51.300.000 |
| Limite prudencial Câmara (95% × 6%) | R$ 5.700.000 |
Se a folha do Executivo no período é de R$ 52.000.000:
Supera o limite prudencial (51,3 mi) → vedações do art. 22 imediatamente;
Não supera o limite legal (54 mi) → sem obrigação de eliminar excedente ainda;
Margem restante antes do limite legal: R$ 2.000.000 (3,7% do sublimite).
Se a folha fosse R$ 55.000.000:
Excede o limite legal (54 mi) em R$ 1.000.000 → art. 23: eliminar o excedente nos dois quadrimestres seguintes (pelo menos R$ 333.333 no primeiro) + vedações do art. 22 + vedações do art. 23, §3º se não cumprir.
Questões comentadas (estilo das principais bancas)
Questão 1 (estilo Cebraspe — Certo/Errado). A despesa total com pessoal, para fins da LRF, abrange os gastos com ativos, inativos e pensionistas, compreendendo vencimentos, vantagens, subsídios, proventos de aposentadoria, pensões, encargos sociais e contribuições do ente às entidades de previdência, não se limitando, portanto, apenas aos servidores em efetivo exercício.
Gabarito: CERTO. O art. 18 em sua amplitude completa — ativos + inativos + pensionistas, com a lista exemplificativa de espécies remuneratórias.
Questão 2 (estilo Cebraspe — Certo/Errado). Os gastos com programas de demissão voluntária (PDV) são computados como despesa com pessoal para fins do limite da LRF, por representarem pagamentos a servidores vinculados ao ente.
Gabarito: ERRADO. As indenizações por PDV são excluídas do cômputo do limite (art. 19, §1º, II) — exatamente porque são medidas de redução da folha futura. Computá-las contrariaria a lógica do sistema.
Questão 3 (estilo FGV — múltipla escolha). Os limites globais de despesa com pessoal previstos no art. 19 da LRF são:
(A) União: 60%; Estados: 50%; Municípios: 50%;
(B) União: 50%; Estados: 60%; Municípios: 60%;
(C) União: 60%; Estados: 60%; Municípios: 50%;
(D) União: 50%; Estados: 50%; Municípios: 60%;
(E) União: 40,9%; Estados: 49%; Municípios: 54% (sublimites do Executivo).
Gabarito: B. Os limites globais: União 50%, Estados 60%, Municípios 60%. A alternativa (E) confunde os sublimites do Executivo (art. 20) com os limites globais (art. 19) — o erro mais planejado do tema.
Questão 4 (estilo FCC — múltipla escolha). O Município em que a despesa com pessoal do Poder Executivo atingir noventa e cinco por cento do sublimite aplicável ficará vedado de:
(A) pagar os salários do mês corrente, até que o excedente seja eliminado;
(B) criar cargos, conceder vantagens ou reajustes, admitir pessoal a qualquer título e contratar hora extra, entre outras vedações preventivas do art. 22 da LRF;
(C) contratar operações de crédito e receber transferências voluntárias imediatamente;
(D) exonerar servidores estáveis, pois isso reduziria a capacidade de prestação de serviços;
(E) empenhar despesas de qualquer natureza até o encerramento do quadrimestre.
Gabarito: B. As vedações preventivas do limite prudencial (art. 22) — não as sanções do art. 23, §3º (que só se aplicam quando o limite legal é excedido e o excedente não é eliminado nos dois quadrimestres).
Questão 5 (estilo Cebraspe — Certo/Errado). Ao ultrapassar o limite legal de despesa com pessoal, o ente pode, imediatamente, exonerar servidores estáveis para eliminar o excedente, pagando indenização de um mês por ano de serviço, sem necessidade de adotar previamente outras medidas.
Gabarito: ERRADO. A sequência do art. 169, §§3º e 4º da CF é obrigatória: primeiro redução de 20% nos cargos em comissão/funções de confiança; segundo, exoneração de não estáveis; terceiro, e somente se insuficiente, exoneração de estáveis. Pular para o terceiro passo viola a CF.
Questão 6 (estilo Avalia/Cesgranrio — múltipla escolha). Quanto às medidas de compensação exigidas para a criação de despesa obrigatória de caráter continuado (art. 17 da LRF), é correto afirmar que:
(A) só podem ser realizadas pelo aumento de receita, vedada a redução de outra despesa como compensação;
(B) podem ser realizadas pelo aumento de receita (elevação de alíquotas, criação de tributo) OU pela redução permanente de outra despesa de igual ou maior valor, distinção essa que difere da compensação por renúncia de receita (art. 14), que só admite a via da receita;
(C) não são exigidas para despesas com pessoal, pois estas têm regime exclusivo no art. 19;
(D) são idênticas às exigidas para a renúncia de receita do art. 14, admitindo tanto aumento de receita quanto redução de despesa;
(E) dispensam estimativa de impacto orçamentário quando a despesa for inferior a 1% da RCL.
Gabarito: B. A distinção art. 17 × art. 14: o primeiro admite compensação por receita ou despesa; o segundo admite apenas receita. A alternativa (D) apaga essa distinção.
Questão 7 (estilo FGV — múltipla escolha). Município com RCL de R$ 80.000.000 apura, no RGF do segundo quadrimestre, despesa com pessoal do Poder Executivo de R$ 44.500.000. Considerando o sublimite do Executivo Municipal de 54% da RCL, a situação fiscal é:
(A) dentro do limite prudencial, sem qualquer restrição aplicável;
(B) no intervalo do limite prudencial (entre 95% e 100% do sublimite), com aplicação apenas das vedações preventivas do art. 22;
(C) acima do limite legal do art. 20, aplicando-se as vedações do art. 22 e a obrigação do art. 23 de eliminar o excedente nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro;
(D) acima do limite global de 60% da RCL do Município;
(E) dentro dos limites, pois a comparação deve ser feita com o limite global de 60%, e não com o sublimite do Executivo.
Gabarito: C. Cálculo em três passos: (1) sublimite legal do Executivo = 54% × 80.000.000 = R$ 43.200.000; (2) limite prudencial = 95% × 43.200.000 = R$ 41.040.000; (3) despesa apurada = R$ 44.500.000, que supera o limite legal em R$ 1.300.000. Aplicam-se, portanto, as vedações do art. 22 (que já incidiam desde o prudencial) e a obrigação corretiva do art. 23: eliminar o excedente em dois quadrimestres, com no mínimo 1/3 (R$ 433.333) no primeiro. A alternativa (D) erra porque o excesso é do sublimite do Executivo, não do limite global do Município (60% × 80.000.000 = R$ 48.000.000, ainda não ultrapassado pelo Executivo isoladamente); (E) ignora que o art. 20 reparte o limite global entre os Poderes.
Exercícios:
Os valores referentes aos contratos de terceirização de mão de obra que visem à substituição de servidores ou empregados públicos devem ser contabilizados pelo ente federativo como Outras Despesas de Pessoal, integrando o cômputo da despesa total com pessoal para fins de verificação dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os gastos efetuados pelo ente público relativos a incentivos à demissão voluntária (PDV) devem integrar a apuração da despesa total com pessoal do exercício de sua concessão, admitindo-se a sua exclusão apenas no exercício subsequente, caso seja comprovada a efetiva redução da folha de pagamentos.
A apuração da despesa total com pessoal é realizada ao final de cada quadrimestre, considerando o somatório das despesas realizadas no mês em referência e nos onze meses anteriores, tomando-se como parâmetro percentual exclusivo a Receita Corrente Líquida do ente da Federação.
Na esfera estadual, o limite máximo legal de 60% da Receita Corrente Líquida para a despesa total com pessoal engloba a fatia de 3% destinada ao Poder Legislativo, na qual estão obrigatoriamente inclusos os gastos com o Tribunal de Contas do Estado.
O atingimento de 95% do limite legal de despesa com pessoal enseja a imediata proibição do recebimento de transferências voluntárias de recursos e da contratação de operações de crédito pelo ente federativo.
Ultrapassado o limite legal da despesa total com pessoal, a eliminação do percentual excedente deve ocorrer nos dois quadrimestres seguintes, sendo compulsória a observância prévia da redução de pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança antes de se proceder à exoneração de servidores não estáveis ou estáveis.
Para a criação ou aumento de despesa obrigatória de caráter continuado, a legislação exige, obrigatoriamente e sem exceções, que a compensação seja realizada por meio do aumento permanente de receita decorrente da elevação de alíquotas ou criação de tributos, sendo vedada a redução de outras despesas para tal finalidade.
Toda e qualquer despesa decorrente de decisão judicial relativa a pessoal deve ser sumariamente excluída da apuração do limite da despesa total com pessoal, independentemente do período a que se refira o fato gerador da obrigação.
O servidor público estável exonerado em virtude das medidas de adequação da despesa com pessoal aos limites legais estabelecidos na LRF faz jus a uma indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço prestado.
Em um Município cuja Receita Corrente Líquida atinja R\$ 100.000.000,00, o limite prudencial máximo para os gastos com pessoal do Poder Executivo, que autoriza a concessão de reajustes salariais, é fixado em exatamente R\$ 54.000.000,00.
Complete a frase: A despesa com pessoal é classificada orçamentariamente como uma despesa _____, o que impede sua suspensão arbitrária por contingenciamento.
Complete a frase: Os valores dos contratos de terceirização de mão de obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados na rubrica de _____
Complete a frase: Para fins de apuração do limite da despesa total com pessoal, são excluídos do cômputo os valores gastos com _____
Complete a frase: Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, o limite global da despesa total com pessoal para a União é fixado em _____
Complete a frase: No âmbito dos Municípios, a repartição do limite global de 60% da receita corrente líquida atribui ao Poder Legislativo, incluído o Tribunal de Contas quando houver, o percentual de _____
Complete a frase: O limite prudencial, que aciona vedações preventivas quanto ao aumento de gastos com folha de pagamento, é atingido quando a despesa total com pessoal excede _____ do limite legal do respectivo Poder ou órgão.
Complete a frase: Se a despesa total com pessoal ultrapassar o limite legal, o percentual excedente deverá ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, devendo ser reduzido em pelo menos _____ no primeiro quadrimestre.
Complete a frase: Para a redução das despesas com pessoal ao teto legal nos termos da Constituição Federal, a primeira medida obrigatória a ser adotada pelo ente é a redução de pelo menos 20% das despesas com _____
Complete a frase: O descumprimento do prazo para eliminação do excesso da despesa com pessoal impede o ente federativo de receber _____, ressalvadas as destinadas à saúde, educação e assistência social.
Complete a frase: A criação ou ampliação de despesa obrigatória de caráter continuado exige a demonstração de origem de recursos, admitindo-se a compensação mediante aumento de receita ou _____