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Cálculos Estequiométricos Avançados - Química | Tuco-Tuco

Aula de Química (Reações Químicas e Cálculos Estequiométricos): Cálculos Estequiométricos Avançados. Aplicação de cálculos complexos, envolvendo gases, soluções e energia em reações químicas. Estude gratuitamente para vestibular e ENEM no Tuco-Tuco.

Cálculos Estequiométricos Avançados Introdução: Além da Proporção Simples A estequiometria fundamental, que relaciona massas e quantidades de matéria de reagentes e produtos com base nos coeficientes de uma equação química balanceada, é a pedra angular da química quantitativa. No entanto, a realidade do laboratório e da indústria química raramente se apresenta na forma de problemas simples, onde reagentes puros reagem completamente para fornecer produtos com 00\%$ de rendimento. A verdadeira maestria em estequiometria reside na capacidade de lidar com situações complexas e inter-relacionadas: reagentes impuros, reações consecutivas ou simultâneas, rendimentos inferiores ao teórico, reagentes em solução com concentrações variadas e a presença de substâncias inertes ou subprodutos. Os cálculos estequiométricos avançados integram múltiplos conceitos – pureza, rendimento percentual, reagente limitante, concentração de soluções, volume de gases – em um único problema, exigindo do estudante uma abordagem sistemática, organizada e lógica. A capacidade de desmembrar um problema complexo em etapas menores e gerenciáveis, e de "navegar" entre diferentes unidades (massa, mol, volume, concentração) com segurança, é o que distingue o aluno preparado para os desafios de vestibulares exigentes, como o ENEM, a FUVEST, a UNICAMP e o ITA. Nesta aula, desenvolveremos as estratégias e as ferramentas necessárias para enfrentar cálculos estequiométricos de alta complexidade, explorando cenários que envolvem pureza de reagentes, reações em múltiplas etapas, reações paralelas, análise de misturas, e a integração com conceitos de gases ideais e soluções. Revisão dos Pilares da Estequiometria Antes de mergulharmos nos cenários avançados, é imperativo ter absoluta clareza sobre os conceitos fundamentais que serão combinados e aplicados repetidamente. Equação Química Balanceada: É o mapa da reação. Sem uma equação corretamente balanceada, qualquer cálculo estequiométrico subsequente estará fatalmente errado. Os coeficientes fornecem a razão molar exata entre todas as espécies participantes. Quantidade de Matéria (Mol, $n$): É a moeda de troca universal da estequiometria. Qualquer quantidade de uma substância (massa, volume de gás nas CNTP, volume de solução) deve ser primeiramente convertida para mols. A relação entre as espécies é estabelecida em mols, através dos coeficientes estequiométricos. $n = \frac{m}{M}$ (massa / massa molar) $n = \frac{V{\text{gás}}}{Vm}$ (volume de gás / volume molar, $22,4 \text{ L/mol}$ nas CNTP) $n = C \cdot V{\text{solução}}$ (concentração molar $\times$ volume da solução) Reagente Limitante: Em qualquer mistura não estequiométrica de reagentes, o reagente limitante é aquele que é completamente consumido primeiro, e sua quantidade inicial determina o limite máximo para a quantidade de qualquer produto formado. A identificação correta do limitante é o passo mais crítico em problemas com excesso de reagentes. Pureza dos Reagentes: A massa de uma amostra de um reagente, conforme pesada na balança, raramente é 00\%$ composta pela substância de interesse. Impurezas inertes (ex: umidade, areia, outros sais) fazem parte da massa total. Apenas a massa pura do reagente participa da reação. $m{\text{pura}} = m{\text{amostra}} \times \frac{\text{Pureza (\%)}}{100}$ Rendimento da Reação: A quantidade de produto calculada pela estequiometria a partir do reagente limitante, assumindo conversão completa, é o rendimento teórico. A quantidade efetivamente obtida (massa ou mol) é o rendimento real. A eficiência do processo é o rendimento percentual. $R\% = \frac{\text{Quantidade Real}}{\text{Quantidade Teórica}} \times 100\%$ Estratégia Geral para Problemas Avançados Diante de um problema complexo, uma abordagem estruturada é fundamental para não se perder nos cálculos. Leitura e Extração de Dados: Leia o enunciado com máxima atenção. Sublinhe ou anote todas as quantidades fornecidas (massa, volume, concentração, pureza, rendimento) e suas respectivas unidades. Identifique claramente qual é a pergunta do problema (o que se deseja calcular). Equação(ões) Química(s): Escreva a(s) equação(ões) balanceada(s) para todas as reações mencionadas. Se houver uma sequência de reações, verifique se o problema fornece um rendimento global ou rendimentos por etapa. Conversão para Mols: Converta todas as quantidades iniciais fornecidas para quantidade de matéria (mols). Se houver pureza, aplique o fator de pureza antes de converter para mols (calculando a massa pura primeiro, ou os mols da substância pura). Identificação do Reagente Limitante (se houver mais de um): Compare as razões molares disponíveis com a razão estequiométrica da equação. Identifique o limitante. Cálculo da Quantidade Teórica de Produto: Usando a quantidade de matéria do reagente limitante puro, calcule a quantidade de matéria teórica do produto desejado, aplicando a razão molar da equação balanceada. Aplicação de Fatores de Rendimento: Se a reação não for 00\%$, aplique o fator de rendimento percentual à quantidade de matéria teórica do produto para obter a quantidade de matéria real (ou efetiva) que se espera obter. Em sínteses de múltiplas etapas, o rendimento global é o produto dos rendimentos de cada etapa (expressos em fração decimal). Conversão para a Unidade Solicitada: Converta a quantidade de matéria final (real) para a unidade pedida na pergunta (massa em gramas, volume de gás, volume de solução de uma dada concentração, etc.). Verificação Crítica: O resultado obtido faz sentido físico? A massa de produto é menor que a massa total de reagentes (Lei de Lavoisier)? O rendimento está entre $0\%$ e 00\%$? As unidades estão corretas? Cenários Avançados e Técnicas de Resolução Pureza dos Reagentes Em processos industriais e em muitas sínteses de laboratório, as matérias-primas não são puras. Por exemplo, o calcário é majoritariamente $CaCO3$, mas contém sílica ($SiO2$) e outros minerais. O carvão mineral contém cinzas. A pureza indica a fração mássica do componente que efetivamente participa da reação. Exemplo 1: O calcário é uma rocha sedimentar que contém carbonato de cálcio ($CaCO3$) como componente principal. Uma amostra de $500 \text{ g}$ de calcário com $80\%$ de pureza em $CaCO3$ é submetida à decomposição térmica: $CaCO3(s) \xrightarrow{\Delta} CaO(s) + CO2(g)$. Calcule a massa de óxido de cálcio ($CaO$) obtida. Solução: Massa pura de $CaCO3$: $m{\text{pura}} = 500 \text{ g} \times 0,80 = 400 \text{ g}$. Quantidade de matéria de $CaCO3$: $n{CaCO3} = \frac{400 \text{ g}}{100 \text{ g/mol}} = 4,0 \text{ mol}$. Estequiometria :1 \rightarrow n{CaO} = 4,0 \text{ mol}$. Massa de $CaO$: $m{CaO} = 4,0 \text{ mol} \times 56 \text{ g/mol} = 224 \text{ g}$. A impureza (os outros 00 \text{ g}$ do calcário) simplesmente permanece como resíduo sólido inerte, não afetando o cálculo do produto desejado, além de não contribuir para a estequiometria. Rendimento Percentual de Reação Raramente uma reação atinge 00\%$ de conversão do reagente limitante no produto desejado. O rendimento percentual quantifica essa perda. Exemplo 2: A síntese da amônia (Processo Haber-Bosch) é representada por $N2(g) + 3H2(g) \rightarrow 2NH3(g)$. Partindo-se de $280 \text{ kg}$ de $N2$ e excesso de $H2$, foram obtidos $255 \text{ kg}$ de $NH3$. Qual o rendimento percentual da reação? Solução: Quantidade de matéria de $N2$: $n{N2} = \frac{280 \times 10^3 \text{ g}}{28 \text{ g/mol}} = 10.000 \text{ mol}$. Quantidade teórica de $NH3$: Estequiometria \text{ N}2 : 2 \text{ NH}3 \rightarrow n{NH3 \text{ teórico}} = 20.000 \text{ mol}$. Massa teórica de $NH3$: $m{\text{teórica}} = 20.000 \text{ mol} \times 17 \text{ g/mol} = 340.000 \text{ g} = 340 \text{ kg}$. Rendimento percentual: $R\% = \frac{m{\text{real}}}{m{\text{teórica}}} \times 100\% = \frac{255 \text{ kg}}{340 \text{ kg}} \times 100\% = 75\%$. Combinação de Pureza e Rendimento Este é um dos cenários mais comuns em problemas de alto nível. Deve-se aplicar o fator de pureza na entrada (reagentes) e o fator de rendimento na saída (produtos). Exemplo 3: A hematita, um minério de ferro, contém cerca de $70\%$ de $Fe2O3$ puro. Deseja-se produzir ,0 \text{ tonelada}$ (,0 \times 10^6 \text{ g}$) de ferro metálico ($Fe$) pela redução com monóxido de carbono ($CO$) no alto-forno, segundo a reação: $Fe2O3(s) + 3CO(g) \rightarrow 2Fe(l) + 3CO2(g)$ Considerando que o processo tem um rendimento de $90\%$, qual a massa de hematita que deve ser alimentada no alto-forno? Solução: (Neste caso, vamos "descontar" os fatores, partindo do produto desejado e retrocedendo até o reagente bruto). Massa molar do $Fe$: $56 \text{ g/mol}$. Massa molar do $Fe2O3$: 60 \text{ g/mol}$. Quantidade de matéria de $Fe$ desejada (real): $n{Fe \text{ real}} = \frac{1,0 \times 10^6 \text{ g}}{56 \text{ g/mol}} \approx 17857 \text{ mol}$. Quantidade de matéria de $Fe$ teórica necessária (antes de aplicar o rendimento): Como o rendimento é $90\%$, a quantidade real é $90\%$ da teórica. Logo, $n{Fe \text{ teórico}} = \frac{n{Fe \text{ real}}}{0,90} = \frac{17857}{0,90} \approx 19841 \text{ mol}$. Quantidade de matéria de $Fe2O3$ puro necessária: Estequiometria \text{ Fe}2\text{O}3 : 2 \text{ Fe} \rightarrow n{Fe2O3 \text{ puro}} = \frac{19841}{2} \approx 9920 \text{ mol}$. Massa de $Fe2O3$ puro necessária: $m{Fe2O3 \text{ puro}} = 9920 \text{ mol} \times 160 \text{ g/mol} \approx 1.587.200 \text{ g} \approx 1,59 \times 10^6 \text{ g}$. Massa de hematita (minério) necessária: Como a pureza é $70\%$, a massa pura de $Fe2O3$ é $70\%$ da massa do minério. Logo, $m{\text{hematita}} = \frac{m{Fe2O3 \text{ puro}}}{0,70} = \frac{1,59 \times 10^6 \text{ g}}{0,70} \approx 2,27 \times 10^6 \text{ g} = 2,27 \text{ toneladas}$. Reações Consecutivas (Múltiplas Etapas) Muitas substâncias químicas importantes são produzidas em uma cadeia de reações. O produto de uma etapa torna-se o reagente da etapa seguinte. O cálculo estequiométrico pode ser feito etapa por etapa, ou, de forma mais elegante, estabelecendo uma relação molar global entre o reagente inicial da primeira etapa e o produto final da última etapa. O rendimento global é o produto dos rendimentos de cada etapa individual. Exemplo 4: O ácido sulfúrico ($H2SO4$) é produzido industrialmente a partir do enxofre ($S$) em três etapas principais: (1) Combustão do enxofre: $S(s) + O2(g) \rightarrow SO2(g)$ (Rendimento $= 95\%$) (2) Oxidação do dióxido de enxofre: $2SO2(g) + O2(g) \rightleftharpoons 2SO3(g)$ (Rendimento $= 80\%$) (3) Absorção em água: $SO3(g) + H2O(l) \rightarrow H2SO4(aq)$ (Rendimento $= 98\%$) Calcule a massa de ácido sulfúrico obtida a partir de ,0 \text{ tonelada}$ de enxofre ($S$). Solução: Massa molar do $S$: $32 \text{ g/mol}$. Massa molar do $H2SO4$: $98 \text{ g/mol}$. Relação molar global entre $S$ (reagente inicial) e $H2SO4$ (produto final): Observando as equações balanceadas, \text{ mol}$ de $S$ produz \text{ mol}$ de $SO2$, que produz \text{ mol}$ de $SO3$, que produz \text{ mol}$ de $H2SO4$. A relação global é \text{ mol } S : 1 \text{ mol } H2SO4$. Quantidade de matéria inicial de $S$: $nS = \frac{1,0 \times 10^6 \text{ g}}{32 \text{ g/mol}} = 31250 \text{ mol}$. Quantidade teórica global de $H2SO4$: $n{H2SO4 \text{ teórico}} = 31250 \text{ mol}$. Rendimento global (como fração decimal): $R{\text{global}} = 0,95 \times 0,80 \times 0,98 = 0,7448$ ($74,48\%$). Quantidade real de $H2SO4$ obtida: $n{H2SO4 \text{ real}} = 31250 \text{ mol} \times 0,7448 \approx 23275 \text{ mol}$. Massa real de $H2SO4$: $m{\text{real}} = 23275 \text{ mol} \times 98 \text{ g/mol} \approx 2.280.950 \text{ g} \approx 2,28 \text{ toneladas}$. Reações com Reagentes em Solução Aquosa A integração de estequiometria com concentração de soluções ($C = n/V$) é frequente. Deve-se calcular a quantidade de matéria do reagente a partir do volume e da concentração da solução. Exemplo 5: Que volume de uma solução de ácido clorídrico ($HCl$) $2,0 \text{ mol/L}$ é necessário para neutralizar completamente 00 \text{ mL}$ de uma solução de hidróxido de bário ($Ba(OH)2$) $0,50 \text{ mol/L}$? Reação: $Ba(OH)2(aq) + 2HCl(aq) \rightarrow BaCl2(aq) + 2H2O(l)$ Solução: Quantidade de matéria de $Ba(OH)2$: $n{Ba(OH)2} = C \cdot V = 0,50 \text{ mol/L} \times 0,100 \text{ L} = 0,050 \text{ mol}$. Estequiometria: \text{ mol } Ba(OH)2$ reage com $2 \text{ mol } HCl \rightarrow n{HCl} = 0,050 \times 2 = 0,100 \text{ mol}$. Volume da solução de $HCl$: $V{HCl} = \frac{n{HCl}}{C{HCl}} = \frac{0,100 \text{ mol}}{2,0 \text{ mol/L}} = 0,050 \text{ L} = 50 \text{ mL}$. Análise de Misturas Um problema desafiador envolve uma mistura de duas ou mais substâncias que reagem com um mesmo reagente. Conhecendo a massa total da mistura e a quantidade total do reagente consumido (ou a massa de um produto formado), é possível montar um sistema de equações para determinar a composição percentual da mistura. Exemplo 6: Uma mistura de carbonato de cálcio ($CaCO3$) e carbonato de magnésio ($MgCO3$) tem massa total de $2,00 \text{ g}$. A mistura é tratada com excesso de ácido clorídrico, produzindo $0,448 \text{ L}$ de gás carbônico ($CO2$), medido nas CNTP. Calcule a porcentagem em massa de $CaCO3$ na mistura. Reações: (1) $CaCO3 + 2HCl \rightarrow CaCl2 + H2O + CO2$ (2) $MgCO3 + 2HCl \rightarrow MgCl2 + H2O + CO2$ Massas molares: $CaCO3 = 100 \text{ g/mol}$; $MgCO3 = 84 \text{ g/mol}$; Volume molar CNTP $= 22,4 \text{ L/mol}$. Solução: Quantidade total de $CO2$ produzida: $n{CO2} = \frac{0,448 \text{ L}}{22,4 \text{ L/mol}} = 0,0200 \text{ mol}$. Seja $x$ a massa de $CaCO3$ na mistura, e $y$ a massa de $MgCO3$. Temos a primeira equação: $x + y = 2,00 \text{ g}$. A quantidade de matéria de $CaCO3$ é $n{CaCO3} = x / 100$. Pela estequiometria da reação (1), a quantidade de $CO2$ produzida pelo $CaCO3$ é igual a $n{CaCO3} = x / 100$. A quantidade de matéria de $MgCO3$ é $n{MgCO3} = y / 84$. A quantidade de $CO2$ produzida pelo $MgCO3$ é $n{MgCO3} = y / 84$. A quantidade total de $CO2$ é a soma das contribuições de ambos os carbonatos: $\frac{x}{100} + \frac{y}{84} = 0,0200$. Substituindo $y = 2,00 - x$ na segunda equação: $\frac{x}{100} + \frac{2,00 - x}{84} = 0,0200$ Multiplicando todos os termos por $8400$ (MMC de 00$ e $84$): $84x + 100(2,00 - x) = 168$ $84x + 200 - 100x = 168$ $-16x = -32 \Rightarrow x = 2,00 \text{ g}$. Isso implicaria $y = 0$, ou seja, a mistura é 00\%$ $CaCO3$. Vamos verificar: $2,00/100 = 0,0200 \text{ mol}$ de $CO2$, que corresponde a $0,448 \text{ L}$. O resultado está correto: a mistura é pura em $CaCO3$. (Se a massa total fosse maior e o volume de $CO2$ menor, teríamos uma mistura real. Este exemplo numérico, por simplicidade, resultou em um caso extremo, mas ilustra o método do sistema de equações). Cálculos Envolvendo Gases em Condições Não Padrão (Equação de Clapeyron) Quando os volumes de gases são fornecidos em condições diferentes das CNTP ($0 \text{ °C}$ e \text{ atm}$), a conversão para mols deve ser feita utilizando a Equação de Estado dos Gases Ideais (Equação de Clapeyron): $P \cdot V = n \cdot R \cdot T$ Onde: $P$ é a pressão (em $\text{atm}$, se $R = 0,082 \text{ atm}\cdot\text{L}\cdot\text{mol}^{-1}\cdot\text{K}^{-1}$). $V$ é o volume (em litros). $n$ é a quantidade de matéria (em mols). $R$ é a constante universal dos gases. $T$ é a temperatura absoluta (em Kelvin, $K = ^{\circ}\text{C} + 273$). Exemplo 7: O carbonato de cálcio se decompõe termicamente produzindo $CO2$. Que volume de $CO2$, medido a $27 \text{ °C}$ e $2,0 \text{ atm}$, é obtido a partir da decomposição de $50 \text{ g}$ de $CaCO3$ puro? Solução: $n{CaCO3} = \frac{50 \text{ g}}{100 \text{ g/mol}} = 0,50 \text{ mol}$. Estequiometria :1 \rightarrow n{CO2} = 0,50 \text{ mol}$. Temperatura: $T = 27 + 273 = 300 \text{ K}$. Volume de $CO2$: $V = \frac{n \cdot R \cdot T}{P} = \frac{0,50 \text{ mol} \times 0,082 \text{ atm}\cdot\text{L}\cdot\text{mol}^{-1}\cdot\text{K}^{-1} \times 300 \text{ K}}{2,0 \text{ atm}}$ $V = \frac{0,50 \times 0,082 \times 300}{2,0} = \frac{12,3}{2,0} = 6,15 \text{ L}$. Conclusão Os cálculos estequiométricos avançados exigem a integração fluente de todos os conceitos fundamentais da química quantitativa: balanceamento de equações, cálculo de mols, reagente limitante, pureza, rendimento e propriedades de gases e soluções. Não há uma "fórmula mágica" única para resolver esses problemas. A chave para o sucesso reside em uma abordagem sistemática e organizada: ler atentamente, anotar os dados, escrever as equações balanceadas, converter tudo para quantidade de matéria (mols), identificar o limitante, aplicar sequencialmente os fatores de pureza (na entrada) e rendimento (na saída), e só então converter para a unidade solicitada. A prática constante e a análise crítica dos resultados são os melhores aliados para desenvolver a intuição química e a segurança necessárias para enfrentar os problemas mais desafiadores de estequiometria em exames de alto nível. Exercícios: Complete a frase: No contexto de reagentes impuros, a quantidade de substância que efetivamente participa da transformação química após o desconto das impurezas inertes é denominada _____. Complete a frase: Os cálculos estequiométricos de nível avançado fundamentam-se na validade universal da _____, que assegura a invariabilidade da massa total em sistemas reacionais isolados. Complete a frase: A primeira etapa operacional indispensável para a realização de qualquer análise quantitativa em estequiometria avançada consiste em garantir que a equação química esteja devidamente _____. Complete a frase: Ao utilizar 250 g de um minério com teor de pureza de 80% em carbonato de cálcio ($CaCO_3$), a massa de reagente puro disponível para a reação é de _____. Complete a frase: A quantidade de produto efetivamente isolada ao final de um processo, resultante da aplicação do fator de eficiência sobre o rendimento máximo esperado, é a _____. Complete a frase: Para a determinação do volume de produtos gasosos em condições de temperatura e pressão distintas das normais (fora das CNTP), aplica-se obrigatoriamente a _____. Complete a frase: Em análises estequiométricas envolvendo reagentes em fase aquosa, a relação entre concentração molar ($C$), volume ($V$) e quantidade de matéria ($n$) é definida por _____. Complete a frase: Um dos erros mais comuns em exames de alto nível é a falha na conversão de _____, o que compromete a consistência dimensional de todo o cálculo estequiométrico. Complete a frase: Na calcinação de 200 g de carbonato de cálcio puro (00$ g/mol), a massa teórica de óxido de cálcio ($56$ g/mol) obtida em um processo com 100% de rendimento é de _____. Complete a frase: A estequiometria avançada amplia os modelos básicos ao introduzir o tratamento matemático de variáveis reais, tais como o rendimento reacional e a _____. Um laboratório deseja produzir dióxido de carbono (CO₂) pela reação: CaCO₃ + 2 HCl → CaCl₂ + CO₂ + H₂O São utilizados 50 g de CaCO₃ com pureza de 80%. Considerando que todo o CaCO₃ puro reage, qual a massa de CO₂ formada? Dados: massas molares — CaCO₃: 100 g/mol; CO₂: 44 g/mol. Complete a frase: Em cálculos estequiométricos de alta complexidade, a identificação do reagente _____ é o passo mais crítico, pois ele é consumido totalmente primeiro e determina a quantidade máxima de produto que pode ser formada. Complete a frase: Ao lidar com amostras reais de matérias-primas, como o calcário ou minérios metálicos, é necessário aplicar o fator de _____ à massa total da amostra antes de proceder à conversão para mols. Complete a frase: Em um processo industrial onde a síntese ocorre em três etapas consecutivas, o rendimento _____ do processo é calculado multiplicando-se as frações decimais de rendimento de cada etapa individual. Complete a frase: Para determinar a quantidade de matéria de um reagente gasoso em condições que não correspondem às CNTP, utiliza-se a Equação de _____, relacionando pressão, volume e temperatura absoluta. Complete a frase: Quando uma mistura de dois carbonatos reage com excesso de ácido produzindo um volume conhecido de gás, a composição da mistura pode ser determinada através de um sistema de _____. Complete a frase: A quantidade de produto efetivamente pesada ao final de um experimento laboratorial, que costuma ser inferior ao valor calculado matematicamente, é denominada rendimento _____. Complete a frase: Em cálculos estequiométricos envolvendo soluções aquosas, a quantidade de matéria do soluto é obtida pelo produto entre a _____ molar e o volume da solução em litros. Complete a frase: No processo de retrocálculo, para encontrar a massa de minério necessária para obter uma tonelada de metal com 90% de rendimento, deve-se primeiro determinar a massa _____ necessária de metal. Complete a frase: A Lei de _____, que garante a conservação das massas em sistemas fechados, serve como uma verificação crítica para validar se os resultados de um cálculo estequiométrico são fisicamente coerentes. Complete a frase: Ao converter a massa de uma substância para mols, divide-se a massa dada pela massa _____, valor este que é obtido através da soma das massas atômicas dos elementos presentes na fórmula química. Uma amostra de 200 g de calcário com 80% de pureza em CaCO₃ (massa molar = 100 g/mol) é aquecida, decompondo-se segundo a reação: CaCO₃ → CaO + CO₂. A massa de óxido de cálcio (CaO, massa molar = 56 g/mol) obtida, considerando 100% de rendimento, é: Na reação: 2H₂ + O₂ → 2H₂O, 10 g de H₂ (massa molar = 2 g/mol) reagem com excesso de O₂, mas o rendimento da reação é de 70%. A massa de água (H₂O, massa molar = 18 g/mol) obtida é: Uma indústria realiza a reação de combustão do hidrogênio conforme a equação: 2 H₂ + O₂ → 2 H₂O. Foram utilizados 10 g de H₂ e o rendimento da reação foi de 75%. Calcule a massa de água (H₂O) realmente obtida ao final do processo. Dados: massas molares — H₂: 2 g/mol; H₂O: 18 g/mol.