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Regência Verbal: Verbos Transitivos e Intransitivos - Português | Tuco-Tuco

Aula de Português (Regência Verbal e Nominal): Regência Verbal: Verbos Transitivos e Intransitivos. Identificação de verbos transitivos e intransitivos e sua relação com complementos. Estude gratuitamente para vestibular e ENEM no Tuco-Tuco.

Regência Verbal: Verbos Transitivos e Intransitivos A regência verbal é o estudo da relação de dependência que se estabelece entre um verbo (termo regente) e seus complementos (termos regidos). Essa relação determina se o verbo necessita ou não de complemento e, em caso afirmativo, se esse complemento deve ser introduzido por preposição. O domínio da regência verbal é essencial para a construção de frases gramaticalmente corretas, para a interpretação precisa de textos e para a adequação à norma culta, sendo um dos tópicos mais recorrentes em concursos públicos e vestibulares. Verbos Intransitivos Os verbos intransitivos são aqueles que possuem sentido completo, isto é, não exigem nenhum complemento para que a oração seja compreensível. A ação expressa pelo verbo não transita para um objeto; ela se encerra no próprio sujeito ou no verbo. Exemplos clássicos de verbos intransitivos incluem: nascer, morrer, viver, dormir, acordar, correr, andar, voar, cair, levantar, sentar. Exemplos em frases: "O bebê nasceu saudável." (o verbo "nascer" não exige complemento) "Ela dormiu profundamente." (o verbo "dormir" tem sentido completo) "O pássaro voou." (a ação de voar não transita para um objeto) "O dia amanheceu." (o verbo "amanhecer" exprime fenômeno da natureza, sem complemento; note que, em "O dia amanheceu chuvoso", o verbo "amanhecer" é de ligação e "chuvoso" é predicativo do sujeito) "O avião chegou ao aeroporto." ("ao aeroporto" é adjunto adverbial de lugar, não complemento exigido pelo verbo; verbos como "chegar" e "ir" regem a preposição "a", nunca "em" na norma culta: "Chegou a São Paulo", "Foi à escola") É importante observar que os verbos intransitivos podem vir acompanhados de adjuntos adverbiais, que são termos acessórios que indicam circunstâncias de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc. Esses adjuntos não são exigidos pelo verbo, mas podem ser acrescentados livremente para enriquecer a informação. Exemplos: "O bebê nasceu ontem." (adjunto adverbial de tempo) "Ela dormiu tranquilamente." (adjunto adverbial de modo) "O pássaro voou para o sul." (adjunto adverbial de lugar) "Ele morreu de causas naturais." (adjunto adverbial de causa) A presença de um adjunto adverbial não transforma um verbo intransitivo em transitivo. A distinção fundamental é que o adjunto adverbial é dispensável, enquanto o complemento verbal (objeto direto ou indireto) é necessário para que o verbo tenha seu sentido plenamente realizado na oração. Alguns verbos intransitivos podem, em contextos específicos, ser usados com complementos, mas isso não altera sua classificação básica. Por exemplo, o verbo "correr", tipicamente intransitivo, pode aparecer em "correr riscos", em que "riscos" funciona como objeto direto, configurando um uso transitivo daquele verbo naquela acepção específica. É a análise do contexto e do sentido que determinará a transitividade. Verbos Transitivos Os verbos transitivos são aqueles que não possuem sentido completo e, por isso, exigem um complemento para integrar seu significado. A ação expressa pelo verbo transita para um objeto, que pode ser direto (sem preposição obrigatória) ou indireto (com preposição obrigatória). Dependendo do número e da natureza dos complementos, os verbos transitivos classificam-se em transitivos diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos). Verbos Transitivos Diretos Os verbos transitivos diretos são aqueles cujo complemento (objeto direto) se liga ao verbo sem a obrigatoriedade de preposição. O objeto direto responde às perguntas "o quê?" ou "quem?" feitas ao verbo. Exemplos frequentes de verbos transitivos diretos: comprar, vender, ler, escrever, ver, ouvir, comer, beber, fazer, construir, destruir, amar, odiar, conhecer, encontrar, perder, ganhar, possuir. Exemplos em frases: "Eu comprei um livro." (o quê? — um livro; objeto direto) "Ela leu o relatório." (o quê? — o relatório; objeto direto) "Nós vimos o acidente." (o quê? — o acidente; objeto direto) "As crianças comeram todo o bolo." (o quê? — todo o bolo; objeto direto) "Ele conhece a cidade." (o quê? — a cidade; objeto direto) O objeto direto pode ser representado por um substantivo, um pronome substantivo, um numeral, uma palavra substantivada ou uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Exemplos: Pronome: "Eu a vi ontem." (objeto direto = pronome oblíquo "a") Numeral: "Comprei dois." (objeto direto = numeral "dois") Oração: "Desejo que você seja feliz." (objeto direto = oração subordinada substantiva) Objeto Direto Preposicionado Em certos casos, o objeto direto pode vir acompanhado de preposição, sem que isso transforme o verbo em transitivo indireto. A preposição, nessas situações, não é exigida pela regência do verbo, mas aparece por razões de clareza, ênfase, eufonia ou tradição. Os principais casos de objeto direto preposicionado são: Com pronomes pessoais oblíquos tônicos, que exigem preposição: "Amaram a mim." (verbo "amar" é transitivo direto, mas o pronome tônico "mim" exige preposição) Com pronomes indefinidos, para dar realce: "Não prejudiques a ninguém." (verbo "prejudicar" é transitivo direto) Por eufonia ou realce: "Cumpra com o seu dever." (verbo "cumprir" é transitivo direto; a preposição "com" é de realce) Com valor partitivo: "Comeu do pão." (parte do pão; verbo "comer" é transitivo direto) Para evitar ambiguidade: "Ao chefe, enganou o funcionário." (a preposição "a" deixa claro que o enganado foi o chefe) Com verbos que exprimem afetividade ou homenagem: "Amar a Deus." (verbo "amar" é transitivo direto) É fundamental distinguir o objeto direto preposicionado do objeto indireto. No primeiro, a preposição é opcional e não exigida pelo verbo; no segundo, a preposição é obrigatória e determinada pela regência verbal. Verbos Transitivos Indiretos Os verbos transitivos indiretos são aqueles cujo complemento (objeto indireto) se liga ao verbo obrigatoriamente por meio de uma preposição. Cada verbo transitivo indireto rege uma preposição específica, que pode ser "a", "de", "em", "com", "para", "por", entre outras. O objeto indireto responde a perguntas como "a quem?", "de quê?", "em quê?", "para quem?", "com quê?", conforme a preposição exigida. Exemplos frequentes de verbos transitivos indiretos: "Gostar de": Gosto de música. "Precisar de": Preciso de ajuda. "Obedecer a": Obedeça ao regulamento. "Concordar com": Concordo com você. "Acreditar em": Acredito em você. "Aspirar a" (desejar): Aspiro a uma vaga pública. "Assistir a" (ver, presenciar): Assisti ao filme. "Consistir em": O problema consiste na falta de verbas. "Depender de": Dependo do seu apoio. "Lembrar-se de": Lembrei-me do compromisso. "Esquecer-se de": Esqueci-me da data. "Tratar de": O livro trata de filosofia. Exemplos em frases: "Todos gostaram do espetáculo." (objeto indireto: "do espetáculo", preposição "de") "Ela obedece aos pais." (objeto indireto: "aos pais", preposição "a") "Nós confiamos em você." (objeto indireto: "em você", preposição "em") "Ele aspira ao cargo de diretor." (objeto indireto: "ao cargo", preposição "a") "O sucesso depende de dedicação." (objeto indireto: "de dedicação", preposição "de") O objeto indireto pode ser representado por um substantivo, pronome, numeral ou oração subordinada substantiva objetiva indireta. Exemplos: Pronome: "Entreguei-lhe o documento." (objeto indireto = pronome "lhe"; equivale a "a ele/ela") Oração: "Preciso de que você me ajude." (objeto indireto = oração subordinada substantiva) Pronomes Oblíquos como Objeto Indireto Os pronomes oblíquos átonos lhe, lhes funcionam exclusivamente como objeto indireto, equivalendo a "a ele(s)", "a ela(s)". Exemplos: "Informei-lhe a decisão." "Comuniquei-lhes o resultado." Já os pronomes me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto, dependendo da transitividade do verbo. Exemplos: Objeto direto: "Ela me viu na praça." Objeto indireto: "Ela me entregou um presente." Verbos Transitivos Diretos e Indiretos (Bitransitivos) Os verbos transitivos diretos e indiretos, também chamados de bitransitivos, são aqueles que exigem, simultaneamente, dois complementos: um objeto direto (sem preposição) e um objeto indireto (com preposição). Exemplos frequentes: entregar, dar, oferecer, enviar, pagar, perdoar, ensinar, comunicar, dizer, pedir, recomendar, devolver, conceder, atribuir. Exemplos em frases: "Entreguei o relatório (OD) ao chefe (OI)." "Ofereci flores (OD) à minha mãe (OI)." "O professor ensinou a matéria (OD) aos alunos (OI)." "Perdoei a dívida (OD) ao amigo (OI)." "Paguei a conta (OD) ao garçom (OI)." Em todos esses casos, a retirada de qualquer um dos complementos torna a oração incompleta ou altera seu sentido. O verbo "entregar", por exemplo, em seu sentido pleno, implica a transferência de algo (objeto direto) a alguém (objeto indireto). Dizer apenas "Entreguei o relatório" deixa implícito o destinatário, mas a estrutura bitransitiva é a que plenamente realiza o significado do verbo. Verbos com Regência Variável Alguns verbos podem apresentar mais de uma regência, sendo usados como transitivos diretos, transitivos indiretos ou intransitivos, conforme o sentido que assumem no contexto. O estudo desses verbos é fundamental, pois são alvo constante de questões de concurso e vestibular. Verbos que mudam de transitividade conforme o sentido Aspirar: no sentido de "respirar, inalar", é transitivo direto: "Aspirou o ar puro da montanha." No sentido de "desejar, almejar", é transitivo indireto e rege a preposição "a": "Aspirava ao cargo de presidente." Assistir: no sentido de "ver, presenciar", é transitivo indireto e rege a preposição "a": "Assisti ao filme." No sentido de "prestar assistência, ajudar, socorrer", a gramática normativa moderna aceita as duas regências: transitivo direto ("O médico assistiu o paciente") ou transitivo indireto com a preposição "a" ("O médico assistiu ao paciente"). No sentido de "caber, competir", é transitivo indireto com "a": "Assiste ao réu o direito de defesa." Já no sentido de "morar, residir", é intransitivo: "Assiste na capital." Visar: no sentido de "mirar, apontar", é transitivo direto: "O atirador visou o alvo." No sentido de "ter como objetivo, pretender", é transitivo indireto com a preposição "a": "As medidas visam ao bem-estar social." Pagar e Perdoar: quando o complemento é uma coisa (quitar, remir), são transitivos diretos: "Pagou a dívida." "Perdoou a ofensa." Quando o complemento é uma pessoa (destinatário), são transitivos indiretos: "Pagou ao credor." "Perdoou ao agressor." Podem também ser bitransitivos, quando trazem os dois complementos: "Pagou a dívida (OD) ao credor (OI)." "Perdoou a ofensa (OD) ao agressor (OI)." Agradar: no sentido de "acariciar, fazer carinho", é transitivo direto: "A mãe agradava o filho." No sentido de "ser agradável, satisfazer", é transitivo indireto com "a": "O resultado agradou aos torcedores." Querer: no sentido de "desejar", é transitivo direto: "Quero um sorvete." No sentido de "estimar, ter afeto", é transitivo indireto e rege a preposição "a": "A avó quer aos netos." (Querer bem a alguém). No sentido de "exigir, ordenar", também rege a preposição "a": "Quero ao senhor que se cale." (uso arcaico, mas presente em textos formais). Esquecer e Lembrar: podem ser transitivos diretos: "Esqueci o livro." "Lembrei o nome." Quando usados pronominalmente (esquecer-se, lembrar-se), tornam-se transitivos indiretos com "de": "Esqueci-me do livro." "Lembrei-me do nome." Implicar: no sentido de "acarretar, envolver", é transitivo direto: "A medida implica consequências." No sentido de "demonstrar aversão, antipatizar", é transitivo indireto com "com": "Ela implica com o colega." No sentido de "comprometer-se, envolver-se", é pronominal: "Implicou-se no escândalo." Proceder: no sentido de "ter fundamento, ser cabível", é intransitivo: "Seu argumento procede." No sentido de "agir, comportar-se", é intransitivo: "Ele procedeu mal." No sentido de "originar-se, provir", é transitivo indireto com "de": "A palavra 'regência' procede do latim." No sentido de "executar, realizar", é transitivo indireto com "a": "O juiz procedeu ao julgamento." Verbos Pronominais e a Regência Os verbos pronominais são aqueles que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos). Muitos deles apresentam regência indireta, exigindo preposição para introduzir o complemento. Exemplos: "Lembrar-se de": "Lembrei-me do compromisso." "Esquecer-se de": "Esqueci-me da data." "Arrepender-se de": "Arrependeu-se do erro." "Queixar-se de": "Queixou-se da dor." "Orgulhar-se de": "Orgulha-se dos filhos." "Referir-se a": "Referiu-se aos fatos." "Submeter-se a": "Submeteu-se ao tratamento." "Dedicar-se a": "Dedica-se ao estudo." É importante observar que, na forma pronominal, esses verbos exigem a preposição, e a omissão dela configura erro de regência. Verbos que Exigem Preposições Específicas: Lista para Memorização A regência de muitos verbos é fixa e deve ser memorizada, pois a preposição utilizada na linguagem coloquial muitas vezes difere da norma culta. Apresenta-se a seguir uma lista de verbos com suas preposições e exemplos: Aspirar (desejar): a. "Aspira à carreira diplomática." Assistir (ver, presenciar): a. "Assistimos ao espetáculo." Assistir (prestar assistência): a norma culta aceita tanto a regência transitiva direta ("O médico assistiu o paciente") quanto a indireta ("O médico assistiu ao paciente"). Chegar (atingir o destino): a. "Chegou a São Paulo." (não "chegou em") Ir (dirigir-se a algum lugar): a. "Foi à escola." (não "foi na escola", exceto em registros informais) Obedecer: a. "Obedeça aos mais velhos." Responder (dar resposta): é transitivo indireto para a pessoa e para o conteúdo, regendo a preposição "a": "Respondi ao professor." "Respondi à pergunta." (a pergunta foi respondida). É transitivo direto apenas quando o objeto é uma fala direta ou uma oração: "Respondeu que não viria." Agradecer: a (para a pessoa), transitivo direto para a coisa agradecida. "Agradeceu ao colega." "Agradeceu o favor." Pagar: a (para a pessoa), transitivo direto para a coisa. "Pagou ao credor." "Pagou a dívida." Perdoar: a (para a pessoa), transitivo direto para a falta. "Perdoou ao agressor." "Perdoou a ofensa." Preferir: a. "Prefiro chocolate a sorvete." (não "Prefiro chocolate do que sorvete") Simpatizar e Antipatizar: com. "Simpatizo com ela." (não "Simpatizo dela"; cuidado: "simpatizar" não é pronominal, portanto não se usa "me simpatizo com ela") Namorar: transitivo direto. "Namoro Maria." (não "Namoro com Maria" na norma culta) Implicar (acarretar): transitivo direto. "Isso implica consequências." Implicar (antipatizar): com. "Ela implica com ele." Proceder (executar): a. "Procedeu ao inventário." Proceder (originar-se): de. "A palavra procede do grego." Visar (mirar): transitivo direto. "Visou o alvo." Visar (objetivar): a. "Visa ao bem comum." Custar (ser difícil): a. "Custa-me acreditar." (sujeito oracional) Custar (ter preço): intransitivo, acompanhado de adjunto adverbial de valor/preço. "O carro custou caro." (a palavra "caro" é advérbio, não adjetivo) Informar (comunicar): bitransitivo: "Informei o fato (OD) ao diretor (OI)." Também pode ser: "Informei o diretor (OD) do fato (OI)." Ambas as construções são aceitas. Avisar: mesma regência de "informar". Ensinar: bitransitivo. "Ensinei a lição (OD) ao aluno (OI)." Quadro Comparativo das Transitividades Verbais | Tipo de Verbo | Característica | Exemplo | | :--- | :--- | :--- | | Intransitivo | Sentido completo; não exige complemento | "O bebê dormiu." | | Transitivo Direto | Exige objeto direto (sem preposição) | "Li o livro." | | Transitivo Indireto | Exige objeto indireto (com preposição) | "Gosto de música." | | Bitransitivo | Exige objeto direto e objeto indireto | "Entreguei o livro ao aluno." | | Regência Variável | Transitividade muda conforme o sentido | "Aspirou o ar" / "Aspirou ao cargo." | A Importância do Estudo da Regência Verbal O conhecimento aprofundado da regência verbal proporciona ao estudante: Construir frases de acordo com a norma culta, evitando desvios comuns na fala coloquial. Identificar o sentido exato de verbos polissêmicos, distinguindo, por exemplo, "aspirar o ar" (respirar) de "aspirar ao cargo" (desejar). Realizar a análise sintática correta, classificando os complementos como objetos diretos, objetos indiretos ou adjuntos adverbiais. Dominar as preposições que cada verbo exige, o que é fundamental também para o estudo da crase. Interpretar textos com maior precisão, pois a presença ou ausência de preposição pode alterar significativamente o sentido. Resolver questões de concurso com segurança, uma vez que a regência verbal é um dos tópicos mais cobrados nas provas de Língua Portuguesa. A regência verbal é, assim, um conteúdo central da gramática normativa, cujo domínio é indispensável para a comunicação formal e para o sucesso nos exames de seleção. Exercícios: Sobre verbos transitivos diretos, analise as sentenças abaixo e assinale a alternativa em que o verbo é transitivo direto e, portanto, seu complemento NÃO é introduzido por preposição: Considere o uso do verbo 'assistir' nos exemplos abaixo, de acordo com o que a aula ensinou. Assinale a alternativa que explica corretamente a diferença de regência apresentada pelo verbo: Na regência verbal, o verbo é chamado de 'termo regente', pois é ele quem exige o complemento, que passa a ser chamado de 'termo regido'. Os verbos intransitivos, apesar de terem sentido completo, exigem que a frase tenha pelo menos um objeto direto escondido (implícito) para estarem corretos. Um verbo intransitivo pode aparecer na frase acompanhado de um adjunto adverbial (como uma indicação de tempo ou lugar), e isso não muda o fato de ele ser intransitivo. Os verbos transitivos diretos se ligam aos seus complementos de forma direta, sem precisar de uma preposição obrigatória no meio. Na frase 'Paulo gosta de chocolate', o verbo 'gostar' funciona como um verbo transitivo direto, pois a ação recai diretamente sobre o chocolate. Os verbos classificados como bitransitivos são aqueles que exigem dois complementos diferentes ao mesmo tempo na frase: um com preposição e outro sem preposição. A classificação de um verbo como transitivo ou intransitivo é fixa no dicionário, o que significa que um verbo nunca pode mudar de classificação dependendo da frase. O verbo 'esquecer' é classificado unicamente como transitivo indireto na língua portuguesa, exigindo sempre a preposição 'de' para completar seu sentido. O verbo 'pagar' pode mudar de regência, atuando como transitivo indireto (pedindo preposição) quando o complemento é a pessoa que está recebendo o pagamento. Na frase 'José morreu ontem', a palavra 'ontem' é o objeto obrigatório que o verbo 'morrer' exige para que a oração tenha sentido completo. O verbo 'ansiar', quando significa 'desejar intensamente', pode apresentar quais regências? No enunciado 'O candidato aspirava a uma vaga no serviço público', qual é a classificação sintática do verbo e do seu complemento de acordo com a norma culta? Considere a regência do verbo 'assistir'. Em qual das frases abaixo o uso da preposição é obrigatório segundo a norma padrão? Sobre os verbos 'pagar' e 'perdoar', qual regra de regência deve ser aplicada quando o complemento se refere a uma pessoa? Os verbos 'esquecer' e 'lembrar' mudam de regência caso sejam utilizados na forma pronominal. Como essa mudança ocorre? No uso cotidiano, é comum ouvirmos 'Vou no mercado'. Por que essa construção é evitada em textos formais? Qual é a principal diferença entre um verbo transitivo e um verbo intransitivo? O verbo 'visar', quando utilizado no sentido de 'objetivar' ou 'pretender', segue qual regência, segundo a norma-padrão contemporânea? Na frase 'O bebê nasceu na maternidade', o termo 'na maternidade' exerce qual função sintática? Considere o verbo 'atender'. Na frase 'O médico atendeu o chamado', o verbo é transitivo direto. Qual o sentido principal expresso nessa construção específica? De acordo com a norma culta, qual é a regência VERBAL MAIS COMUM e PREDOMINANTE para 'obedecer' e 'desobedecer'? No enunciado 'Chegaram os livros para a biblioteca', qual o sujeito da oração? Na frase 'O descumprimento do contrato implicará multa rescisória', o verbo 'implicar' é classificado como: De acordo com a gramática normativa, qual é a estrutura correta para o uso do verbo 'preferir'? Sobre o verbo 'agradar', qual a diferença de regência entre os sentidos de 'conquistar a simpatia de/satisfazer' e 'ser agradável a'? O verbo 'assistir', no sentido de 'ver/presenciar', é, na norma-padrão do português brasileiro contemporâneo, predominantemente classificado como: Assinale a alternativa em que o verbo é INTRANSITIVO, de acordo com a explicação da aula.