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Colisões em Uma Dimensão - Física | Tuco-Tuco

Aula de Física (Impulso, Quantidade de Movimento e Colisões): Colisões em Uma Dimensão. Resolução de problemas de colisões unidimensionais com ênfase em conservação de energia e momento. Estude gratuitamente para vestibular e ENEM no Tuco-Tuco.

Colisões Unidimensionais 1) O que é uma colisão unidimensional e por que “sistema isolado” é a palavra-chave Uma colisão unidimensional é um evento de interação rápida (tipicamente em um intervalo de tempo muito pequeno) no qual dois corpos se chocam e, durante todo o processo, o movimento relevante acontece ao longo de uma única linha reta. Isso não significa que o mundo seja 1D, mas sim que: As velocidades que importam estão todas na mesma direção (por exemplo, ao longo de um trilho). As forças principais do impacto atuam ao longo dessa mesma linha. Para analisar colisões com rigor na mecânica clássica, é essencial delimitar um sistema (o conjunto de corpos que colidem) e avaliar se ele pode ser tratado como isolado. Sistema isolado (na prática) Dizemos que o sistema é isolado quando a resultante das forças externas que atuam sobre ele é nula. Na prática, para análises em laboratório, consideramos o sistema aproximadamente isolado quando essa resultante é desprezível durante o curto intervalo de tempo da colisão: Teoria (condição ideal): $\sum \vec{F}{ext} = \vec{0}$ Prática (aproximação experimental): $\sum \vec{F}{ext} \approx \vec{0}$ Por que “aproximadamente”? Porque no mundo real sempre existem forças externas (atrito, resistência do ar, etc.). O ponto é que, no curtíssimo tempo de colisão, o efeito dessas forças pode ser pequeno comparado ao efeito das forças internas (as forças de contato entre os corpos). Trilho de ar como aproximação experimental Em laboratório, a condição de isolamento é bem aproximada usando: Trilho de ar: o colchão de ar reduz o atrito de deslizamento. Normal equilibrando o peso: minimiza a componente vertical de aceleração e a dissipação por contato. Resultado: a dinâmica durante o choque fica dominada pelas forças internas impulsivas, e as leis de conservação tornam-se ferramentas extremamente confiáveis. 2) Quantidade de movimento (momento linear): definição e conservação A grandeza central em colisões é a quantidade de movimento (ou momento linear): $\vec{p} = m\,\vec{v}$ Características importantes: É vetorial (tem direção e sentido). Em 1D, podemos trabalhar com sinais algébricos para representar sentido. Princípio da conservação da quantidade de movimento Em um sistema isolado: $\sum \vec{p}{\text{antes}} = \sum \vec{p}{\text{depois}}$ Para dois corpos (1 e 2) em uma dimensão: $m1v{1i} + m2v{2i} = m1v{1f} + m2v{2f}$ onde: $v{1i}, v{2i}$ são as velocidades iniciais; $v{1f}, v{2f}$ são as velocidades finais. Convenção de sinais (ponto que mais derruba alunos) Escolha um sentido positivo (por exemplo, para a direita). Então: Velocidades para a direita: positivas. Velocidades para a esquerda: negativas. Checklist de consistência de sinais: Se um corpo “volta” após a colisão, sua velocidade final deve sair com sinal oposto ao inicial. Se o resultado algébrico der negativo, não é “erro”: é a física dizendo que o movimento ocorre no sentido contrário ao escolhido. Um detalhe fundamental: a conservação do momento vale mesmo quando a energia cinética diminui. Isso separa colisões em categorias energéticas. 3) Taxonomia das colisões pelo critério energético A energia cinética total de um sistema (em 1D ou 3D) é: $K = \sum \frac{1}{2}mv^2$ Na colisão, parte de $K$ pode permanecer como energia cinética ou ser convertida em outras formas: aquecimento (energia interna), som, deformações elásticas e plásticas, vibrações. 3.1 Colisão elástica Conserva a energia cinética total. Conserva também o momento linear. $K{\text{antes}} = K{\text{depois}}$ Exemplos aproximados: bolas de bilhar (boa aproximação, não perfeita), colisões entre partículas (em escalas microscópicas, modelos elásticos são frequentes). 3.2 Colisão inelástica Conserva momento linear, mas não conserva energia cinética. Parte de $K$ é “perdida” como cinética e transformada em outras formas. $K{\text{depois}} < K{\text{antes}}$ Caso perfeitamente inelástico É o limite de maior dissipação possível em que os corpos permanecem unidos após o choque: $v{1f} = v{2f} = vf$ Aplicando conservação do momento: $m1v{1i} + m2v{2i} = (m1+m2)vf$ Logo: $vf = \frac{m1v{1i}+m2v{2i}}{m1+m2}$ Interpretação física: $vf$ é uma média ponderada das velocidades iniciais, com pesos iguais às massas. 4) Colisão perfeitamente elástica: duas equações para duas incógnitas Na colisão perfeitamente elástica, temos duas incógnitas ($v{1f}$ e $v{2f}$) e duas leis: 1) Conservação do momento: $m1v{1i} + m2v{2i} = m1v{1f} + m2v{2f}$ 2) Conservação da energia cinética: $\frac{1}{2}m1v{1i}^2 + \frac{1}{2}m2v{2i}^2 = \frac{1}{2}m1v{1f}^2 + \frac{1}{2}m2v{2f}^2$ O desafio: a equação de energia envolve quadrados, o que pode levar a manipulações longas. Há um caminho mais elegante: trabalhar com velocidades relativas. 5) Velocidade relativa: a linearização que “resolve” a colisão elástica Partindo da conservação do momento, reescrevemos: $m1(v{1i}-v{1f}) = m2(v{2f}-v{2i})$ Da energia cinética, usando diferença de quadrados: $m1(v{1i}^2-v{1f}^2) = m2(v{2f}^2-v{2i}^2)$ Aplicando $a^2-b^2=(a-b)(a+b)$: $m1(v{1i}-v{1f})(v{1i}+v{1f}) = m2(v{2f}-v{2i})(v{2f}+v{2i})$ Dividindo a equação de energia pela de momento (desde que não seja o caso trivial sem troca de velocidades), cancelamos massas e fatores comuns e obtemos: $v{1i}+v{1f} = v{2i}+v{2f}$ Reorganizando: $v{1i}-v{2i} = v{2f}-v{1f}$ Leitura física $v{1i}-v{2i}$ é a velocidade relativa de aproximação (velocidade do 1 em relação ao 2 antes do choque). $v{2f}-v{1f}$ é a velocidade relativa de afastamento (velocidade do 2 em relação ao 1 depois do choque). Portanto, em colisão perfeitamente elástica: a velocidade relativa de aproximação tem o mesmo módulo da de afastamento. 6) Coeficiente de restituição: unificando elástico e inelástico Definimos o coeficiente de restituição $e$ como: $e = \frac{\text{velocidade relativa de afastamento}}{\text{velocidade relativa de aproximação}}$ Em 1D (na forma mais usada): $e = \frac{v{2f}-v{1f}}{v{1i}-v{2i}}$ Interpretação e valores típicos: $e=1$: colisão perfeitamente elástica. $0<e<1$: colisão inelástica. $e=0$: colisão perfeitamente inelástica (os corpos saem com a mesma velocidade, logo não há afastamento relativo). Esse conceito é extremamente útil porque permite resolver vários problemas sem precisar impor conservação de energia (que só vale no caso elástico ideal). 7) Fórmulas finais (colisão elástica 1D): resultado fechado Combinando: conservação do momento, e a relação elástica $v{1i}-v{2i} = v{2f}-v{1f}$, obtemos as expressões clássicas: $v{1f} = \frac{m1-m2}{m1+m2}v{1i} + \frac{2m2}{m1+m2}v{2i}$ $v{2f} = \frac{2m1}{m1+m2}v{1i} + \frac{m2-m1}{m1+m2}v{2i}$ Essas fórmulas são muito úteis para checagem rápida e para casos gerais onde ambos os corpos se movem antes do choque. 8) Casos especiais que aparecem o tempo todo Considere (para simplificar a intuição) o caso em que o corpo 2 está inicialmente em repouso: $v{2i}=0$. 8.1 Massas iguais ($m1=m2$) As fórmulas dão: $v{1f}=0$ $v{2f}=v{1i}$ Interpretação: ocorre uma troca de velocidades. É o fenômeno observado no pêndulo de Newton (idealmente). 8.2 Alvo muito mais massivo ($m2 \gg m1$) As fórmulas aproximam: $v{2f} \approx 0$ $v{1f} \approx -v{1i}$ Interpretação: o corpo leve “bate e volta” quase com o mesmo módulo de velocidade, como se colidisse com uma parede rígida. 8.3 Projétil muito mais massivo ($m1 \gg m2$) As fórmulas aproximam: $v{1f} \approx v{1i}$ $v{2f} \approx 2v{1i}$ Interpretação: o corpo pesado praticamente não muda sua velocidade, enquanto o leve pode sair com velocidade até próxima do dobro da velocidade inicial do projétil (no caso elástico ideal e alvo em repouso). 9) Armadilhas conceituais comuns (e como evitá-las) 9.1 “Se perdeu energia cinética, então não conserva nada” Errado. Mesmo na colisão inelástica, se o sistema for isolado, o momento linear é conservado. O que muda é que $K$ deixa de ser conservada. 9.2 Confundir velocidade com rapidez Rapidez é sempre positiva. Velocidade (em 1D) pode ser positiva ou negativa. Em colisões, o sinal é parte da resposta física. 9.3 Concluir “os corpos atravessam um ao outro” por causa de sinais Em 1D com corpos macroscópicos, o modelo assume que a interação impede a interpenetração. Se a solução indicar inversões de sentido inesperadas, reavalie: a convenção de sinais; se o problema descreve ou não uma colisão frontal; se os dados fornecidos são consistentes. 10) Verificação experimental: trilho de ar, sensores e medição de velocidades Uma prática comum para medir velocidades antes e depois do choque usa sensores fotoelétricos em modo GATE e uma bandeira de comprimento efetivo $L$ acoplada ao carrinho. 10.1 Comprimento efetivo $L$ Não use apenas o “comprimento nominal” da bandeira. O ideal é determinar o comprimento efetivo pela diferença entre: posição de ativação do sensor: $x(-)$ posição de desativação do sensor: $x(+)$ Assim, o comprimento efetivo é o módulo da diferença: $L = |\,x(+) - x(-)\,|$ Ou, de forma equivalente, garanta que a subtração seja feita na ordem que resulte em um valor positivo (coordenada final menos inicial, considerando o sentido do movimento). 10.2 Função MEMORY e passagem dupla Em algumas montagens, o mesmo sensor pode ser atravessado duas vezes (antes e depois). A lógica típica é: Com MEMORY ON, o cronômetro registra o primeiro intervalo $\Delta t1$. Ao mudar para READ, ele pode exibir o tempo acumulado $\Delta t1 + \Delta t2$. Para isolar o segundo intervalo: $\Delta t2 = (\Delta t1 + \Delta t2) - \Delta t1$ 10.3 Cálculo da velocidade A velocidade instantânea do carrinho no trecho do sensor é: $v = \frac{L}{\Delta t}$ Use $\Delta t$ correspondente ao trecho antes e ao trecho depois da colisão para obter $v{i}$ e $v{f}$. 11) Roteiro de resolução: como dominar qualquer problema de colisão 1D Passo 1: Delimite o sistema Quem está incluído no sistema? Há forças externas relevantes durante a colisão? Se o choque é muito rápido e o atrito é desprezível, trate como isolado. Passo 2: Identifique o tipo de colisão Perfeitamente inelástica: saem juntos ($v{1f}=v{2f}$). Elástica: conserva momento e energia (ou use $e=1$). Inelástica geral: conserva momento e use o coeficiente de restituição $0<e<1$ se fornecido. Passo 3: Aplique as equações corretas Sempre: conservação do momento. Se elástica: conservação de energia ou velocidade relativa. Se perfeitamente inelástica: imponha a mesma velocidade final. Passo 4: Interprete o resultado fisicamente Perguntas de checagem: A massa muito maior mudou pouco sua velocidade? Algum corpo “voltou” como esperado quando bate em algo muito massivo? O sinal final faz sentido com o sentido escolhido? 12) Ideia central Colisões unidimensionais são um dos melhores laboratórios conceituais da mecânica: a partir de conservação do momento (sempre válida no isolamento) e, quando aplicável, conservação da energia cinética (no caso elástico ideal), é possível prever com precisão como velocidades se transformam em um choque. A beleza do tema está em que resultados aparentemente surpreendentes (troca de velocidades, reflexão do corpo leve, duplicação da velocidade do alvo) são consequências diretas e inevitáveis dessas leis fundamentais. Exercícios: Um bloco A de massa $m_A = 2 \text{ kg}$ move-se em uma superfície horizontal sem atrito a 0 \text{ m/s}$ e colide de modo perfeitamente elástico com um bloco B de massa $m_B = 2 \text{ kg}$, que se encontra em repouso. Após essa interação, o bloco B desloca-se e atinge um terceiro bloco C de massa $m_C = 3 \text{ kg}$, também em repouso, em uma colisão perfeitamente inelástica. Determine o módulo da velocidade final do conjunto formado pelos blocos B e C. Dois carrinhos de brinquedo, A e B, movem-se sobre um trilho retilíneo e horizontal. O carrinho A, de massa 0,5 kg, está em repouso. O carrinho B, de massa 0,5 kg, desloca-se com velocidade de 2 m/s e colide frontalmente com o carrinho A. Após a colisão, B para e A passa a se mover. Considerando ausência de forças externas, qual a velocidade final do carrinho A imediatamente após a colisão? Uma bola de massa 0,2 kg se move com 4 m/s em linha reta e colide com outra bola idêntica, inicialmente em repouso. Após a colisão, as duas bolas permanecem grudadas e seguem juntas. Qual será a velocidade do conjunto logo após a colisão? Em um experimento de laboratório, duas esferas de aço idênticas colidem frontalmente sobre uma superfície horizontal sem atrito. Inicialmente, a esfera 1 move-se com 3 m/s e a esfera 2 está em repouso. Após a colisão, a esfera 1 para e a esfera 2 passa a mover-se. Considerando que a energia cinética também se conservou, qual o tipo de colisão ocorrido e qual a velocidade final da esfera 2? [ENEM 2022] Contexto: Em um autódromo, os carros podem derrapar em uma curva e bater na parede de proteção. Para diminuir o impacto de uma batida, pode-se colocar na parede uma barreira de pneus, isso faz com que a colisão seja mais demorada e o carro retorne com velocidade reduzida. Outra opção é colocar uma barreira de blocos de um material que se deforma, tornando-a tão demorada quanto a colisão com os pneus, mas que não permite a volta do carro após a colisão. Comparando as duas situações, como ficam a força média exercida sobre o carro e a energia mecânica dissipada? Considere uma colisão elástica frontal onde um projétil de massa $m_1$ atinge um alvo estacionário de massa $m_2$. Se $m_1 = m_2$, qual será o estado final do sistema? Se um projétil muito leve (m₁ ≪ m₂) colide elasticamente e frontalmente com um alvo massivo estacionário, qual é, aproximadamente, a variação vetorial da velocidade do projétil? (Considere v₁ᵢ a velocidade inicial do projétil) Um projétil massivo ($m_1 \gg m_2$) colide elasticamente com um alvo leve estacionário. Qual será a velocidade aproximada do alvo após a colisão? O que ocorre com a energia cinética total em uma colisão perfeitamente inelástica? Se o coeficiente de restituição ($e$) de uma colisão é igual a 1, o que isso indica sobre a energia cinética do sistema? Um carro de massa 1000 kg está se movendo a uma velocidade de 20 m/s em uma estrada reta. Ele colide perfeitamente com um caminhão de massa 2000 kg que está parado. Considerando que a colisão é inelástica, qual será a velocidade final dos dois veículos após a colisão? Uma esfera maciça de aço de massa $m = 1 \text{ kg}$ é abandonada do repouso de uma altura $h = 5 \text{ m}$ em direção a um piso rígido horizontal. A esfera atinge o piso e rebate repetidas vezes. O coeficiente de restituição entre a esfera e a superfície é constante e igual a $e = 0,8$. Adotando $g = 10 \text{ m/s}^2$ e desprezando o arrasto aerodinâmico, determine a quantidade exata de energia mecânica dissipada no sistema puramente durante o primeiro impacto. Um bloco A de massa $m_A = 3 \text{ kg}$ desloca-se a $4 \text{ m/s}$ sobre uma superfície horizontal lisa em direção a um bloco B de massa $m_B = 1 \text{ kg}$ em repouso. O bloco B está acoplado à extremidade livre de uma mola ideal de constante elástica $k = 400 \text{ N/m}$, cuja outra extremidade é fixada solidariamente a uma parede vertical. O bloco A colide e adere ao bloco B, constituindo uma colisão perfeitamente inelástica. Determine a máxima compressão geométrica experimentada pela mola no trajeto decorrente. Uma partícula de massa $m$, transladando isoladamente no vácuo com velocidade escalar $v_0$, sofre uma colisão frontal perfeitamente elástica contra um anteparo plano e supermaciço de massa $M$ ($M \gg m$) que avança em direção à partícula com velocidade constante $V$. Considerando a inércia do anteparo infinitamente superior à da partícula, de modo que sua velocidade permaneça inalterada na colisão, assinale a expressão algébrica exata para a velocidade de recuo escalar da partícula no referencial laboratorial. Dois blocos maciços, 1 e 2, dotados de massas $m_1 = 4 \text{ kg}$ e $m_2 = 6 \text{ kg}$, movem-se na mesma direção e mesmo sentido sobre uma via horizontal polida com velocidades de 0 \text{ m/s}$ e $5 \text{ m/s}$, respectivamente. O bloco traseiro (1) alcança e colide com o dianteiro (2). Sabe-se que a mecânica do impacto exigiu que a energia cinética do sistema atingisse o seu menor limite físico estrutural possível compatível com as leis de conservação do momento linear. Determine a energia mecânica dissipada nesta colisão. Em uma colisão elástica unidimensional, a velocidade de aproximação dos corpos antes do impacto e a velocidade de afastamento após o impacto possuem qual relação? Em uma colisão perfeitamente elástica unidimensional entre dois corpos, o que se pode afirmar sobre a energia cinética do sistema? Em um experimento com trilho de ar, como se determina a velocidade 'instantânea' de um carrinho antes da colisão? Um projétil de massa $m$ é disparado horizontalmente com velocidade $v$ contra um bloco de massa $M = 4m$, inicialmente em repouso, suspenso por fios (ou haste rígida) formando um pêndulo. O projétil atravessa o bloco e emerge dele com velocidade $v/3$ na mesma direção e sentido. Determine a altura máxima $h$ alcançada pelo centro de massa do bloco em relação à sua posição inicial de equilíbrio. (Considere $g$ a aceleração da gravidade). Qual é a principal distinção matemática entre os sistemas de equações que modelam uma colisão elástica e uma colisão inelástica unidimensional? Uma granada, inicialmente em repouso no espaço livre de interações gravitacionais, fragmenta-se devido a uma explosão interna em dois pedaços colineares e opostos de massas $m_1$ e $m_2$, tais que $m_1 = 2m_2$. A energia cinética total fornecida aos fragmentos pela detonação é $E$. Pautando-se no princípio de conservação da quantidade de movimento aplicável a sistemas isolados, determine qual a fração dessa energia $E$ que será adquirida exclusivamente pelo fragmento mais leve ($m_2$). Um patinador de 60 kg, deslocando-se para a direita a 2,0 m/s, colide com um patinador de 40 kg que se desloca na mesma direção a 1,0 m/s. Após a colisão, o patinador de 60 kg continua se movendo para a direita com velocidade de 1,5 m/s. Qual a velocidade final do patinador de 40 kg? Uma esfera A de massa $m_A = 1 \text{ kg}$ desloca-se com velocidade $v_A = 8 \text{ m/s}$ e colide na retaguarda de uma esfera B de massa $m_B = 3 \text{ kg}$ que se desloca na mesma direção e sentido com velocidade $v_B = 4 \text{ m/s}$. Sabendo que o coeficiente de restituição do impacto é $e = 0,5$, determine o módulo da velocidade escalar assumida pela esfera B imediatamente após a colisão.