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Análise de ambientes, cenários, indicadores e cadeia de valor – Administração Pública | Tuco-Tuco

SWOT/FOFA, matriz TOWS, PESTEL, 5 forças de Porter, indicadores (eficiência/eficácia/efetividade), cadeia de valor de Porter aplicada ao setor público.

<h2>Análise de ambientes, cenários, indicadores e cadeia de valor</h2> <p>O <strong>diagnóstico estratégico</strong> mapeia ambiente interno e externo da organização para subsidiar a definição de objetivos. Sem diagnóstico, plano vira lista de desejos.</p> <h3>Análise SWOT (FOFA)</h3> <p>Desenvolvida nos anos 1960 em Harvard (atribuída a Kenneth Andrews e a Albert Humphrey, do Stanford Research Institute). Cruza:</p> <ul> <li><strong>S</strong>trengths (Forças) — internas, ajudam;</li> <li><strong>W</strong>eaknesses (Fraquezas) — internas, atrapalham;</li> <li><strong>O</strong>pportunities (Oportunidades) — externas, ajudam;</li> <li><strong>T</strong>hreats (Ameaças) — externas, atrapalham.</li> </ul> <p>Forças/fraquezas estão <strong>sob controle</strong> da organização; oportunidades/ameaças, <strong>fora</strong>.</p> <h3>Matriz TOWS (Heinz Weihrich, 1982)</h3> <p>O valor da SWOT está nos cruzamentos:</p> <ul> <li><strong>FO (maxi-maxi)</strong> — ofensiva: usar forças para aproveitar oportunidades;</li> <li><strong>FA (maxi-mini)</strong> — confronto: forças para neutralizar ameaças;</li> <li><strong>WO (mini-maxi)</strong> — reforço: superar fraquezas para aproveitar oportunidades;</li> <li><strong>WA (mini-mini)</strong> — defensiva: minimizar fraquezas e evitar ameaças.</li> </ul> <h3>PESTEL — análise do macroambiente</h3> <ul> <li><strong>P</strong>olítico — governos, eleições, instabilidade;</li> <li><strong>E</strong>conômico — inflação, juros, câmbio;</li> <li><strong>S</strong>ocial — demografia, valores;</li> <li><strong>T</strong>ecnológico — inovação, IA, automação;</li> <li><strong>E</strong>cológico — sustentabilidade, ESG;</li> <li><strong>L</strong>egal — mudanças regulatórias.</li> </ul> <h3>5 Forças de Porter (1979)</h3> <p>Determina a atratividade de um setor: rivalidade entre concorrentes, ameaça de novos entrantes, poder de fornecedores, poder de clientes, ameaça de substitutos. Adaptável ao setor público para análise de competição por orçamento, talentos e atenção pública.</p> <h3>Cenários prospectivos</h3> <p>Cenários são <strong>narrativas plausíveis</strong> sobre o futuro, não previsões. Metodologias: <strong>GBN</strong> (Global Business Network), <strong>La Prospective</strong> (Michel Godet). Em geral três cenários: <em>otimista</em>, <em>tendencial</em>, <em>pessimista</em>. Útil quando há alta incerteza.</p> <h3>Indicadores de desempenho</h3> <p>Pirâmide clássica (TCU, ENAP):</p> <ul> <li><strong>Economicidade</strong> — minimizar custos dos insumos sem comprometer qualidade;</li> <li><strong>Eficiência</strong> — relação produto/insumo (fazer mais com menos);</li> <li><strong>Eficácia</strong> — atingir as metas (o produto previsto foi entregue?);</li> <li><strong>Efetividade</strong> — impacto real no problema (mudança na sociedade);</li> <li><strong>Equidade</strong> — distribuição justa dos benefícios.</li> </ul> <p>Indicadores podem ser de <strong>insumo</strong>, <strong>processo</strong>, <strong>produto</strong>, <strong>resultado</strong> e <strong>impacto</strong>. Bons indicadores são <strong>SMART</strong> (Specific, Measurable, Achievable, Relevant, Time-bound).</p> <h3>Cadeia de Valor de Porter (1985)</h3> <p>Modelo de Michael Porter que decompõe a organização em <strong>atividades primárias</strong> (logística interna, operações, logística externa, marketing/vendas, serviços) e <strong>atividades de apoio</strong> (infraestrutura, RH, tecnologia, aquisições). A vantagem competitiva nasce da forma como essas atividades são organizadas.</p> <p>No setor público, o TCU adapta a cadeia de valor para mapear como a entrega de valor público acontece: <em>insumos → processos → produtos → resultados → impactos</em>.</p> <h3>Análise de stakeholders (Mendelow)</h3> <p>Matriz <strong>poder × interesse</strong>: alto/alto = gerenciar de perto; alto/baixo = manter satisfeito; baixo/alto = manter informado; baixo/baixo = monitorar.</p> <h3>Para a prova</h3> <ul> <li><strong>SWOT</strong>: forças/fraquezas internas; oportunidades/ameaças externas.</li> <li><strong>TOWS</strong> (Weihrich): 4 cruzamentos — FO/FA/WO/WA.</li> <li><strong>Cadeia de valor de Porter</strong>: primárias + apoio = vantagem competitiva.</li> <li><strong>Eficiência</strong> = fazer certo (insumos x produtos); <strong>eficácia</strong> = atingir metas; <strong>efetividade</strong> = impacto real.</li> <li><strong>SMART</strong>: critérios de bom indicador.</li> </ul>